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Jun 11

 

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Meu Amigo morreu...

 

Meu Amigo morreu

Bem mais velho que eu

Mas de ar jovem e compostinho

Conheci-o pobre

Nossa Amizade nasceu espontânea

Porque ele viva na pobreza

Os bens materiais que tinha

Eram os nossos já usados e recuperados

Sua roupas eram as nossas já usadas e cosidas

Usava sandálias nas quatro estações do ano

Dizia que não tinha frio porque Deus o aquecia

Ele comia das nossas sobras requentadas

Quando adoecia cotizávamo-nos

Para obter remédios para as suas mazelas físicas

Meu Amigo era um Filósofo da Felicidade

Dizia ele a quem infeliz andava

Oh jovem, pede a Deus para seres feliz

Mas sem os tais bens materiais mesmo sem amigos

Peço-lhe sempre Forças e que me leve num repente

 Não gosto de velórios

Mas este velório tive mesmo que ir

Era o velório do meu Amigo

Tem piada nunca lhe conhecera alguma companheira

De dia andava sozinho quando connosco não conversava

Deliciava-se a escutar o chilreara da passarada

Falava com os canitos da rua quando se cruzava com eles

Eles ficavam dóceis que se roçavam nele

De noite desaparecia como as sombras no escuro da noite

Mas a um canto do velório uma Prostituta chorava de mansinho

Aproximei-me curioso e perguntei-lhe: É familiar dele?

Respondeu baixinho: Não, mas aqueceu-me a a minha Alma

Nas invernias dos meus desgostos ... Paz à sua Alma

Beijei-a na testa envergonhado por a considerar uma Puta

Segredei-lhe que quando desejasse falar minha Porta estava aberta

Obrigado vizinho sei que poderei contar consigo...!

Meu Amigo morreu

Mas a Puta que ele tão bem protegia

Em mim ganhou um outro Amigo...!!!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-05

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:09
sinto-me: deliz...!
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Sinto muito ler aqui a perda do seu amigo.
Pelo que leio entendo que foi alguém que viveu a sua vida em pleno.
Acredito que partiu em paz.
E deixou paz.
Abraço e bom Domingo
Marta M
Marta M a 5 de Junho de 2011 às 14:35

Vamos acreditar que este seu amigo tal como soube em vida filosofar sobre a felicidade, a felicidade encontrará certamente depois da partida.
É o caminho que todos teremos de percorrer e é pena que, como ele, não saibamos por vezes encarar de forma positiva a filosofia da vida.
Um abraço.
Teresa
Teresa a 5 de Junho de 2011 às 18:20

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