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Out 11

 

Certas Velhas Vips...

 

Certas Velhas Vips

É vê-las ao cair da noite

Sair de casa aperaltadas

Dentro de ricos vestidos emprestados

Caras embelezadas com plásticas à borla

Lábios polpudos à moda de escarlate pintados

Descaídos num dos lados

Por tanto cigarro queimado ali dependurarem

Aqui e ali e acolá se dirigem para se alimentarem

Em jantares de sociedade dos novos colunáveis

Por conta recebendo também alguns pagamentos

Pelas suas destacadas presenças outrora joviais

Junto aos ambiciosos novos e decadentes colunáveis

Que junto a estas velhas buscam alguma fama e alimento

Para os seus paupérrimos e excêntricos egos

Depois ao raiar do dia

É vê-las regressar às suas habitações

Mais cansadas do que nunca nos seus desolados quartos

Despedem-se das roupas emprestadas

Depois de tirarem os seus corpetes inteiros

Que lhes adelgaçaram o corpo e ergueram seus peitos

Olham-se ao espelho desfeitas em lágrimas pesarosas

Por verem seus antigos e belos corpos

Readquirirem as suas formas atuais e verdadeiras

Cansadas de uma noitada eternamente espartilhadas

Deitam-se chorando de mansinho nas suas solidões

Porque aquilo que já foram cada vez o serão bem menos

Resta-lhes depositarem os cheques recebidos

Como recompensa das suas eternas e idiotas presenças

Dormem de dia em vigília com sonos entrecortados

Aproveitando almoçar os restos trazidos das festas

Anicham-se de novo em pobres lençóis até o sol desaparecer

Para mais tarde se ferirem na ronda das festas dos colunáveis

Tal-qualmente pescadinhas rabo na boca...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-10-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:27
sinto-me: a tabaquear estas questões...!

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