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Nov 11

Meninos de Rua

 

 

Porquê ... Meu Deus...

 

Porquê ... Meu Deus...

Gritei de dentro de mim

Com toda aquela Digna Força

De quem se revolta

Com incertas coisas à minha volta

Sentado numa Grande Pedra

Já dentro do Céu

Onde havia chegado pouco antes

Com dois lindos nenés ao meu Colo

Irmãos de idades diferentes

Irmanados na Fome na Miséria

Irmanados na Desgraça ao Abandono

Irmanados ao Frio e ao Relento

Irmanados pelo Desencanto em uníssono

Irmanados a mim com o meu Amor

Lavei-os com minhas Tristes Lágrimas

Dos Pós dos Tempos passados na Terra

Que quase em Múmias os transformaram

Não junto a mim

Mas porque deles me abeirei

Na Hora de Abalar Rumo ao Céu

Adivinhando-os Mortos e Esquecidos

Dei-lhes de mim Amor Fraternal Universal

Cobri-os de Beijos da Santa Paz de Deus

Partilhei com Eles as minhas Forças

Com Eles dois entramos no Reino de Deus

Onde os Anjos solícitos logo os levaram

Quedando-me sentado na Pedra da Sabedoria

Gritando de dentro de mim

Com aquela Digna Força

De quem à presença Deus chega Revoltado

Porquê ... Meu Deus...

Deus na Sua Voz plena de Mansidão me respondeu

Bem perguntas todos os Porquês

Olha bem para ti

Para a tua Vida Despreocupada lá na Terra

Que só depois de Morreres

Te lembraste de ser Solidário

Para quem de todos vós Terráqueos

Mais Sofreu pelo Abandono dos Humanos

Estendi-lhe meus braços

Toda minh'Alma Envolveu com todo o Seu Amor

Para junto dos meus Meninos me enviou

Para deles cuidar Eternamente

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-11-04

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:55
sinto-me: que iremos ser Solidários...!!

"Mas as crianças Senhor? Porque lhes dais tanta dor? Porque padecem assim?"
Lembra-se deste outro poeta? Augusto Gil...
Bom fim de semana meu amigo.
É bom tê-lo de volta à blogosfera ;)
Marta M
Marta M a 4 de Novembro de 2011 às 21:41

Olá Marta!
Citando-a: «É bom tê-lo de volta à blogosfera ;)»
Creia que as fortes dores, dia e noite sem parar, sem poder tomar analgésicos, que sentia em ambas as pernas e pés, fragilizaram a minha criatividade, de tal maneira, que cheguei a pensar: Nunca mais irei conseguir escrever...!
Mas Deus é Grande e, aos poucos, orientou a mente dos médicos para acertarem no medicamento mais correcto para o meu caso!
Vencida esta etapa, sinto-me, dovamente, numa das minhas praias. A escrita dá para efectuar cá em casa. Mas, a fotografia, essas, as minhas pernocas ainda não se mexem com à vontade suficiente, para me deslocar para longe de casa! Lá mais para a Primavera, acontecerá!
Abraço
Marcolino

Meu amigo Marcolino, como anda?
Ultimamente tenho-me lembrado de si...nunca mais soube nada. Espero que esteja bem.
Deixo-lhe esta reflexão para ter um começo de semana feliz!
Um abraço!

**
Acho que todas as vidas, mais longas ou mais breves, têm o mesmo comprimento: medem todas quarenta e dois Kms. Porquê? Por que essa é a extensão de uma maratona. Repito: se a vida se parece com alguma modalidade, penso que não anda longe dessa corrida bela e interminável que de uma maneira evidente coloca em prova a resistência, a esperança e a vontade. Hoje vi passar uns largos milhares de corredores e dei comigo a pensar no que faz estas pessoas correr. Não falo dos atletas profissionais que têm aí uma expressão importante da sua vocação e do seu talento. Falo destes milhares de mulheres e de homens comuns, que ao longo de um ano arranjam com esforço um tempo livre para os treinos necessários e que anualmente acorrem à maratona não para competir uns com os outros, mas talvez por alguma razão mais profunda, que nos endereça para zonas silenciosas do nosso próprio coração. Eles correm porquê? Muito simplesmente para se sentirem vivos ou a reviver. Para se lançarem a si próprios um desafio. Para sentirem, de forma mais palpável, que as múltiplas corridas em que quotidianamente se embrenham (em que nos embrenhamos) convergem para uma meta.

De que a maratona é uma parábola da vida não restam dúvidas quando ouvimos um maratonista descrever a sua experiência. O arranque, com o entusiasmo e a quase euforia. Depois a comunhão com os outros corredores e com o público que assiste. As palmas tornam-se um encorajamento e as palavras de confiança um redobrar da confiança própria. Nesta etapa nem se sente o chão e cada corredor como que levita. Diz quem sabe que as coisas mudam mais ao menos ao Km vinte e cinco. O desgaste físico e as primeiras incertezas trazem um abatimento interior inesperado. No meio daquela multidão cada um se sente, de repente, radicalmente só, ferido pela dor, provado por uma incógnita que não oferece tréguas. “É a primeira crise?”- perguntamos. Um maratonista ri-se e dirá que daí para a frente é só crises. E, por isso mesmo, ele tem a cada momento, na adversidade, de restaurar a possibilidade da esperança. A confiança não é um garantido seguro, mas uma marcha no aberto, para não dizer no desprovido. E, verdadeiramente, os corredores vacilantes que cruzam a meta não se podem queixar. A primeira parte desta maratona, por exemplo, era feita por mulheres e homens em cadeiras de rodas, e muitos deles não tinham pernas.»

José Tolentino Mendonça
João Nuno a 21 de Novembro de 2011 às 02:24

Bom dia, João Nuno!
É apenas para lhe transmitir, bem vivo, o meu muito obrigado, pela sua visita ao meu blogue, e agradecer-lhe, a honra que me concedeu, ao entregar-me, esta maravilhosa treflexão de Tolentino Mendonça!
Como desportista federado que fui, na realidade, existia sempre, uma espécie de barreira psicológica, com fortissima influencia negativa, no meu fisico, à qual apelidava de «Barreira do Cansaço». Sabia de antemão quando, como, e onde isso se fazia sentir em mim. Era uma questão de segundos. Uma vez ultrapassada essa «Barreira do Cansaço», o meu ritmo mantinha-se inalterável, até cortar a tão desejada Meta da Vitória.
Confesso-lhe que, durante estes anos da minha vida, muitas Barreiras do Cansaço, fisico e espiritual, tive que enfrentar, e vence-las com ajuda de Deus que, me tem provado sempre o Seu Amor por mim, e o Seu Acreditar neste Seu filho que, veio a este Mundo, para Caminhar, sem algum esmorecimento!
Estou ainda a recuperar de uma pneumonia, surgida quase na fase final de um estado gripal. Mal possa vencer, mais esta Barreia..., regressarei aos meus escritos e à leitura dos seus belissimos textos!
Desejo-lhe uma semana muitissimo feliz!
Grande abraço deste seu amigão
Marcolino
Marcolino a 21 de Novembro de 2011 às 09:49

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