03
Jan 13

 

Bateram à porta...

 

Bateram à porta

Estranhei mas fui abrir

Meus olhos olharam o belo dos teus

Sorrimo-nos

Entraste tranquilamente

Ajudei-te acomodar o trólei

Tua alegria invadiu novamente

Todo o meu ser

Por quanto tempo vais cá ficar

Olha…

É como costumas dizer

É até ficar cheia de ti

Tenho que fazer a cama de casal

Para quê tanto trabalho

Se continuas com as velhas insónias

Porque não dormirmos no sofá cama

Tu vais navegar pela nete

Eu viajarei na revisão do meu manuscrito

Quando te der a soneira

Olha…

Salta para o meu lado e faz-me companhia

Que estás para aí a escrever

Fica descansada que é lamechas

Sorriu-se acrescentando

Nada de fazer murchar as flores do parque

Suspirou

Voltei a dedilhar o velho teclado

Tentando coordenar as ideias

Dei comigo a cabecear com sono

Apenas o tique-taque do relógio de parede

Marcava o ritmo do tempo

Desliguei-me do que estava a fazer

Resolvi deslizar para junto dela

Acomodei-me lentamente para não a acordar

Suspirou serenamente

Murmurei muito baixinho

Oh que bom

Há muito tempo que não estávamos juntos  

 

Marcolino Duarte Osório

         - Peregrino -

          2013-01-03

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 01:53
sinto-me: radiante...!

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