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Jan 13

 

Pelas madrugadas…

 

Pelas madrugadas

Ela entra de mansinho

Sem pedir licença de pernoita

Instala-se à sua maneira

Teimosamente egoísta

Cabeça desperta

Olhos bem abertos

Minha mente vagueia

Aqui ali e acolá

Sempre em busca de algo novo

Desejando esquecer

Que a velha insónia não arreda pé

Quanto mais velho

Mais ela me ama incondicionalmente

Transforma minhas noites de descanso

Em autênticos pesadelos

Mal o Rei Sol aparece

Lá vem o meu sacrificado sono

Levanto os estores

Deixo a luz do dia entrar

Acomodo-me sob o edredão

Adormeço tranquilamente

Pelas madrugadas

O meu medo de morrer sozinho

Entra de mansinho

Sem pedir licença de pernoita

Instala-se incomodativamente

Não me deixando dormir tranquilamente

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-01-16

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 04:56
sinto-me: tomado pela insónia...!
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Janeiro 2013
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