31
Jul 09

Fui ver...

 
De onde me vem
Tanta força anímica
Cheguei a linda conclusão
Que me é dada
De quando em vez
Quando de algo do passado
Me liberto
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-31
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:50
sinto-me: Proibido regressar...!

28
Jul 09

Férias ... Férias...

 
Desde que me reformei
De férias permanentes fiquei
Trabuco diariamente
Nas minhas lides caseiras
Manduco os alimentos que faço
Passeio cá pelo bairro
Meto-me no comboio e lá vou eu
Aqui ... ali ... acolá
Olhar as belas paisagens
Fotografar paisagens a esmo
Umas Outonais
Outras bem mais frias quiçá geladas
Outras Primaveris
As de Verão deixo-as arrefecer
Porque Julho e Agosto
Dois lindos meses de frenesim
São dois óptimos meses
Para dar Férias às minhas Férias
Então o que faço
Perguntar-me-ão
Ele há sempre que fazer
Portas para seus gonzos olear
Janelas expostas ao tempo
Para raspar e pintar
Amigos a receberem-me
Amigos cá em casa hospedados
Setembro chega manso
Com o dealbar do Verão
Outono aproxima-se bem lesto
Dias muito mais curtos de luz
Madrugadas bem mais frias e húmidas
A sua primeira semana
É de praia para mim
Grandes areais parecem maiores
Pintalgados pelos retardatários
Por eles faço grandes caminhadas
Aqui e ali dou um mergulhito
Nado um pouquito se posso
De tez bem amorenada
Para o Campo vou vindimar
Até aos seus meados
A 15 de Setembro
Caem as primeiras chuvas
A minha casa regresso
São 15 dias bem diferentes
Vividos longe da populaça
Dos meninotes irreverentes
Escutando dos da terra
As escandaleiras dos veraneantes
Que me encantam e fazem sorrir
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-28
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 16:45
sinto-me: DE coração pleno...!

26
Jul 09

Até onde...

 
Pode alguém
Sobreviver
Viver
Quiçá morar
Mas sem alguém
Fisicamente falando
Há cerca de 8 anos
Fui operado profundamente
Entrei no Hospital pelo meu pé
E dele saí da mesma forma
Em casa e fora dela
De mim tratei
Sem ajudas de ninguém
Mas há oito anitos atrás
Cinquenta e nove Primaveras tinha
Agora
Apesar dos meus 67 alegres anos
Irei de novo ser operado
Ao mesmíssimo mal
Desaparecido
De novo
Reaparecido
Reentrarei no mesmo Hospital
Tal como há oito anitos atrás
Pelos meus pés
De lá sairei a pé também
Porque Deus assim o quer
A minha casinha regressarei
Num dos autocarros
Que para lá me levou
Até onde...
Pode alguém
Sobreviver
Viver
Quiçá morar
Mas sem alguém
Fisicamente falando
Sim: Eu sempre pude...!
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-26
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 16:36
sinto-me: Sim: Eu sempre pude...!

23
Jul 09

Parei e olhei em volta...

 
Procurei uma boa sombra
Um banco acolhedor
Lá estavam ambos
Naquele banco de madeira
Sob uma linda e fresca sombra
Me sentei
Busquei dentro de mim
Algo que se passara
Há muitos anos atrás
Memórias frouxas avivadas
Era a de um menino que ali esteve
Roto e sujo
Que comigo brincou e falou
De coisas que eu desconhecia
Coisas da vida dos meninos da rua
Meninos sem futuro
Jovens filhos de ninguém
Dia-a-dia caminhando sem parar
Rumo ao futuro
Um futuro diferente do meu
O daquele bom menino sem nome
Tu cá
Tu lá
Conversas soltas
Entre mim
E aquele jovem
Para além do menino da rua
Que vagueia dia e noite
Entre as avenidas da cidade
Descendo pelas vielas
Sujas e pardacentas
Até aos parques
Onde todos os meninos
Sem medo uns dos outros
Se reencontram
Para falar dos seus mundos
Diferentes
Pedindo igualdade de direitos
Sem nos amedrontar
Porque não se alimentam
Porque não vão à escola
Hora a hora
Observam todos os meninos
Bem vestidos e limpinhos
Meninos que têm uma infância
Meninos de futuro
Num futuro desigual
Entre todos os meninos
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-23
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 19:46
sinto-me: Que o Sol brilhe para todos!

21
Jul 09

Parti um dia...

 
Sem nunca ter visto nada assim
Despedindo-me de uma velha casa
Onde cada divisão era uma história
Das mil e uma estórias por ali vividas
Umas vezes de felicidade
Outras vezes pomos de discórdia
Quando lá cheguei
Meus olhos viram a casa em memórias
Caídas umas sobre as outras
Figuras de um Xadrez jogado ao acaso
Memórias em campo de concentração
Dolorosamente esvaídas de cansadas
Velhos e ressequidos madeiros podres
Escuros e disformes se confundiam
Com pedaços de mato velho seco
Feitos remendos do tempo escorrido
Saindo dos espaços por entre pedras
Definitivamente fantasmas mortos
Outrora teimosamente moribundos
Lodosos retalhos das recordações
Voláteis escombros do meu passado
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-21
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 03:52
sinto-me: Sem Fantasmas do Passado...!

18
Jul 09

Pandemónio da Pandemia...

 
Fez-me desligar
De tudo o mais à minha volta
Porque não quero ser mais um
Infectado pela balbúrdia
Dos exageros das Pandemias
Pandemias Infecto-Contagiosas
Pandemias das Más Vontades
Pandemias das Más Índoles
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-18
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:36
sinto-me: Pandemia é mesmo engrenagem...

Pela Internete...

 
Uma Teia Electrónica
Gigantesca
De gente anónima
Bitebyteando
Aqui
Ali
Acolá
Construindo pequenas Ilhas
De troca de Impressões
De troca de Vivências
De troca de Afectos Virtuais
Buscando soluções
Buscando Solidariedade
Buscando Atenção
Buscando Força
Para suas Caminhadas fazerem
Vai em crescendo
Até se atingir o pico máximo
Da Virtualidade
E se passar a uma Nova Era
A Era do falarmos todos
Uns com os outros
Em línguas
Pela Transmissão do Pensamento
Assente numa linda e bela trilogia
Paz
Partilha
Amor Fraternal Universal
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-18
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:21
sinto-me: Estou bem feliz...!

16
Jul 09

Certo Tempo...

 
Do Tempo
Do Tempo do meu Tempo
Passou
Desde que aqui cheguei
A Portugal
E em Lisboa fiquei
Dia 14 de Julho
Decorria o ano de 1969
Aportei à Rocha Conde de Óbidos
Havia largado a minha terra natal
Em busca do meu Amor
Que havia regressado à sua terra natal
Foi um passo de gigante
Para quem gigante nunca havia sido
Estranhei tudo
Estranhei todos
Foi um choque sociocultural
Que me fez evoluir
Que me tornou afoito
Foi um mudar de Vida radical
Presumindo Felicidade
Abracei esta Lisboa
Como se por aqui tivesse nascido
Abraço longo e forte
Tornado Afecto com 40 anos
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-16
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:31
sinto-me: P Tempo do Tempo, voa...!

Ontem fui jantar fora...

 
Convidado por dois amigos
Fomos até ao Parque das Nações
Comer uma bela gulodice
Deliciarmo-nos
Com um saborosíssimo Rodízio
De inicio o tema da conversa
Eram belos manjares
Durante a refeição
Existiram três fases
A do está muitíssimo bom
A do repete
A do vou parar por aqui
Vieram os cafés e os digestivos
E a fase das conversas em família
A dada altura questionaram-me
Porque razões vivo eu na Solidão
Na solidão
Interroguei
Porque motivos
Vives só sem ninguém
Isso não é viver na Solidão
Sorri-me
E dei-lhes a saber
Dos afazeres diários que tenho
Que não preciso de ninguém
Para me fazer seja o que for
Mas olha
Disse outro deles
Mas viver-se com alguém
Sempre dá para te sentires bem
Alto aí companheiros de Jornada
De más experiências
Fiquei eu farto
Durante o meu casamento
Depois de divorciado
Bastaram apenas duas tentativas
Para me achar com o direito
De viver como vivia em solteiro
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-07-16
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:10
sinto-me: E o Sol continua a Brilhar!

14
Jul 09

                                Depois do Aniversário festejado...

                                               
                                               No dia seguinte
                                               Dia 13
                                               Acordei tranquilão
                                               Levantei-me com lentidão
                                               Iniciei o meu dia-a-dia
                                               Com Felicidade incomensurável
                                               Que em mim assentou arraiais
                                               Desde o meu primeiro vagido
                                               Ao entrar neste Mundo
                                                                                             
                                                Marcolino Duarte Osório
                                               - Peregrino -
                                                2009-07-14
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:51
sinto-me: Amo Viver...!!!

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