30
Out 09

Não tenho dias maus...

 
Porque deixei de acordar
Todos os dias
A cada dia que passa
Com os mesmos problemas
E deixando-me desanimar
Achando-me constantemente
Cansado
Porque entre a noite e o novo dia
As dificuldades se mantiveram
Angustiava-me
Sentia-me sufocado
Desanimado
Irritado
Com o acumular dos problemas
Com a falta das soluções ideais
Que tardavam sempre em chegar
Era um arrastar penoso e constante
Por mais e constantes 24 horas
Hoje já não tenho dias maus
Já os tive
Sofri grandes e graves impactos
Na minha vida passada
Minha Força de Vontade
Revigorou-se
Minha Paciência
Educou-se
Minha certeza de que venceria
Instalou-se
Mais optimista e batalhador
Me tornei
Deixei de temer os revezes
Deixei de alimentar as tragédias
Vivo cada dia-a-dia
Um a um de cada vez
Com Bonança ou Tempestade
Sem tudo aquilo que é já passado
Sem desejar saber o Futuro
Porque a Madrugada das Bonanças
Surge sempre
Concedendo-me as tréguas necessárias
Para que reforce minh' Alma
Com uma luz plena da Força Divina
Alimento
Dos que com a sua Vida estão de bem
Para prosseguir a minha Caminhada
Sem que tenha que voltar a dizer
Ainda tenho dias maus... 
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-10-30
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:12
sinto-me: De bem e Feliz...!

Alta e bem esguia…

 
Encostou-se ligeiramente a mim
Como que me solicitando
Toda a minha ajuda
Para aquela sua primeira vez
De Prostituta de Cabaré
 
Dedos
Nervosamente enlaçados nos meus
Descemos as calçadas das nossas vidas
Ela prenhe de ansiedade
Quiçá eu imaginando-me
Dono e senhor de tão bela beldade
 
Nem seus novos sapatos acetinados
Um modelo de sonho de salto bem alto
Que lhe emprestavam pernas mais longas
Conseguiam dar-lhe aquele brilho especial
Que tanto desejava mostrar e sentir
Para esta sua primeira vez
Fazendo-a vacilar pelo empedrado
Das nossas Calçadas à Portuguesa
Ora entalando um salto aqui
Ora quase escorregando
Pelo luzidio das pedras gastas
De tantas e tantas prostitutas
Por ali se passearem
Em busca de tudo aquilo
Que de suas terras lá de longe
Bem de longe as moveram em
Busca de bons mercados
Para com os seus nobres corpos
Usufruírem bons trocados
E aos seus filhos quiçá pais também
 Melhores dias lhes proporcionarem
 
Desnudou-se à minha frente
Rejubilei de alegria
Porque aquele belo corpinho
Alto e esguio em breve estaria
Dentro de uma alcova
Gemendo de prazer
Tremendo de luxúria
Quiçá nobres odores invadiriam
Aquele modesto quarto de aluguel à hora
 
Corpos desnudos
Olhamo-nos de alto abaixo
Sentou-se a meu lado
Suplicando com seu lindo olhar
Benemerência paciência
Quiçá um pouco de humanidade
Para quem dest’arte ancestral
De se venderem corpos sem amor
Seria uma sua primeira aventura
 
Foi então que num lampejo
Me imaginei em situação igual
Quando fui pela vez primeira
A uma casa de prostitutas
Todas elas bem mais velhas que eu
Mas artistas no saberem brincar
Aos amores a metro com Fados Vadios
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino –
2009-10-30
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:02
sinto-me: Uma engrenagem...!

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