30
Nov 09

É uma pena...

 
Que a superficialidade
Reine entre os humanos
Basta navegar pela Internete
Dar uma volta pelos Sites e Blogues
Mais visitados
Mais comentados
Confrontamo-nos com a superficialidade
De ambas as partes
O Visitado
Os Visitantes
Blogues e Sites mais demófilos
Salvo raras excepções
São os mais visitados
Com um número crescente de visitantes
Incansáveis na sua militância
Na prática da superficialidade
Pano de fundo das suas actuações diárias
Mas quando algo diferente lhes acontece
Para o mal
Aqui D'el-rei que são todos pedras de gelo
Oh minha alma reduzida a pó
Quão intolerável que é o mundo...
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-11-30
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:36

27
Nov 09

Olhei manhã cedinho...

 
Pelas minhas janelas
No morro em frente
Aquele Túnel imenso
O Túnel do Grilo
Pelas suas enormes aberturas
Devorava trânsito para a cidade
Devolvia habitantes aos seus lares
Olhá-lo assim
Repleto de carros e camiões
Fez-me recuar alguns anos
Recordando o que me aconteceu
De semelhante
No meu percurso diário
Até ao local do meu trabalho
 E no regresso a casa
Saía normalmente pelas sete e meia
Deixava as filhas
Na Escolinha e no Infantário
Mais à frente
Deixava minha mulher
No seu local de trabalho
O meu dia-a-dia
Passava-se sem pasmaceiras
Trepidante
Cansativo
De regresso
Meio ensonado elo cansaço
Saboreando os SG Gigante
Uns atrás dos outros
Escutando a minha cassete preferida
Repetia a operação da manhã
Desta vez no sentido inverso
O transito era caótico
Tanto à ida como no regresso
Os carros novos envelheciam rápido
Os velhos avariavam mais amiúde
Recordo-me ao de leve
Dos acessos antigos
Nada comparáveis aos de hoje
Bem mais modernos
Sem buracos
Em largas estradas
O caos persiste
O trânsito aumentou descomunalmente
Os veículos parecem medrar nas estradas
O tempo das viagens inflacionou-se
Suspirei profundamente
Afinal
Para que se gastaram
Tantos milhões de euros
Para expropriar
Rasgar
Cobrir de cimento
Cobrir de asfalto
Terras outrora cultiváveis e férteis
Seria
Para dar trabalho a uns
Tornar outros ainda mais ricos
Mas aquela mesma rotina
Fastidiosa
Desconsolada
Degradante
Do melhor que existe em nós
Subsiste
Tende a tornar-se perene
Não fora o acaso de nos reformarmos
Ao fim de inúteis anos de luta
Que a algum Oásis
Nos fez aportar
Além do dever cumprido
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-11-27
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 09:55

25
Nov 09

Saber com profundidade...

 
Olho à minha volta
Vejo tudo e todos
Caminhando
Cada qual a sua maneira
Reagindo consoante o seu feitio
Estava num aglomerado heterogéneo
De pessoas impacientes
Cada qual a sua maneira
Com pressa infinda de ser atendido
Há uma que reage mal de impaciente
Criticando tanto tempo ali perdido
Uma funcionária apenas
Nem colegas nem patrões
Respondeu timidamente
Que estava só atender uns e outros
Colocados em duas filas distintas
Uma para o caixa
Outra para os jogos e revistas
Quem criticou calou-se
Escutando alguém que o conhecia
Quando lhe deu a saber
Que a todos nós ali presentes
Quando vamos ao Caixa do Banco
Também esperamos horas infindas
Sem podermos acelerar
Quem nos atende
Quem está rodeado de colegas
Fingindo de nós nada escutar
Saber com profundidade
O que é ter que esperar
Porque a isso nos obrigam
Leva-nos a ser bem mais humanos
A olhar melhor a nossa volta
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-11-25
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 17:04

21
Nov 09

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 17:48

Artista Plástico ele é...

 
Mas daqueles bons artistas
Sempre com arte
Ao seu mundinho
Se dá apenas a conhecer
Será por pena de si mesmo
Será vergonha por cultura não ter
Será sobranceria da sua parte
Será por mero egoísmo
Será um será de muitas coisas
O certo caro Artista
Só tu é que sabes
Quem a ti pode ver desnudo
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-11-21
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:25

19
Nov 09

Um dias destes...

 
Estava entretido a viajar pela TV quando me deparei com parte de um programa dedicado aos Filhos de Pais Divorciados.
 
Tive pena de não poder estar acompanhado pelas minhas duas filhas para que vissem e ouvissem uma das jovens de 15 anos a discernir sobre as chantagens de que foi vitima tanto por parte do pai como, posteriormente, por parte da mãe.
 
Dizia ela que prestava o seu testemunho a fim de se acabar com o medo dos progenitores, principalmente aquele que fica com os filhos, tanto seja o pai como seja a mãe, de se verem sem os filhos porque estes filhos jamais deixam de amar a ambos, pai e mãe, de igual forma, mas como quem ficou com eles faz chantagens emocionais de tal forma que os obrigam a separarem-se do outro progenitor, dando origem à chamada Alienação Parental.
 
Dizia ela que ambos, pai e mãe, nas suas guerras psicológicas movidos pelos seus medos de ficarem sem os filhos que, por cansaço de tanta agressividade, entre pai e mãe, movidos apenas pelo egoísmo de quererem apenas para si os filhos de ambos, acabariam por escolher viver com a outra parte, mesmo que não tivesse a mesma capacidade económica do outro, porque acabam sempre por prejudicar o equilíbrio emocional dos filhos que podem, inevitavelmente, transportar, carregar, vida fora, o tão pesado fardo da falta de amor-próprio dos pais que os desmotivará, mais tarde, a desejarem casar, ou mesmo juntar a alguém, para constituir uma família equilibrada!
 
Extremamente lúcida, esta menina de 15 anitos, com a sua vivência, acabou por nos dar uma lição de moral, tocando fortemente num ponto até hoje nunca trazido a lume: O medo gerado pelo ciúme quiçá falta de confiança em si próprios, gerador destas guerras sem cessação que só, e apenas, prejudicam os filhos, e vindouros, e a mais ninguém.
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-11-18
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 03:24
tags:

18
Nov 09

Jogo de futebol acabado...

 
Primeira parte
De um sonho realizado
Pena foi
O desrespeito
Aos nossos jogadores
O desrespeito
Ao nosso Hino Nacional
O anti-desportivismo
Com laivos de xenofobia
Da equipa anfitriã
Dos seus apoiantes
De assinalar
O melhor que somos
Na nossa educação
Na nossa humildade
No nosso entrosamento
No nosso querer
Na nossa vitória
Outros jogos de futebol virão
Num país
Outrora Racista
Outrora Xenófobo
Hoje
Um país democrático
O País de Nelson Mandela
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-11-18
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:08

17
Nov 09

Destas minhas Janelas...

 
Aquilo que vejo
São paisagens diferentes
Belas
Sem artes escritas
Que as possam descrever
Ao saber
Ao sabor de alguém
Onde os perfumes da Mãe Natureza
São-no a meu gosto
Porque assim os cheiro
Porque assim os sinto
As suaves brisas de Verão
Espalham algures Pólenes
Umas vezes sopram fortes rajadas
Mas é apenas uma a duas horas
Em cada semana de mondas
Pelos Outonos
As folhagens desejadas verdes
De castanho dourado se vestem
Até que a última folha caia
Já os frios invernosos
Acinzentaram tudo o que fulgia
Antes das águas gelarem
Uma madrugada
Acorda-se com calor
Menos um cobertor na cama
Aqui e ali
Pequeninas folhas irrompem
Para o renascer das flores Primaveris
Destas minhas Janelas
É o ciclo das vidas naturalmente naturais
Que vejo nascer
Que vejo crescer
Que vejo refulgir
Que vejo enfraquecer
Que vejo no seu ocaso
Que vejo morrer para o seu passado
Porque as vidas humanas são cíclicas
Tal como as da Mãe Natureza
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -

2009-11-17

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 09:33

16
Nov 09

Foram dias de apreensão...

 
Os últimos quinze dias
Foi uma ausência forçada
Por falta de saúde
Internamento hospitalar
Análises e mais análises
Exames e mais exames
Um profundo rastreio médico
Regressei na sexta-feira
Meio combalido
Mas cheio de Fé
Mas não é que arrebitei
Por Portugal ter ganho ao Kosovo
Com um belíssimo golo de cabeça
Assim sim
Até dá gosto ter de novo
Futebol
Fado
Religiões
Motivo de contradições
Como Ópio de um Povo Inculto
Que é gozado por ser Humilde
É roubado por ser de Boa-Fé
Que põe a governar quem mais rouba
Para não se sentir eternamente
Por demais Injustiçado
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-11-16
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 12:55

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