29
Dez 09

Ao jeito de Balanço...

 
Resolvi fazer uma retrospectiva
Do ano que está a findar
Foram onze folhas de Calendário
Viradas uma a uma
Ainda me resta uma
Que por si só se descolará
Rumando ao Passado
Porque o seu Tempo se findou
Outras doze folhas virarei
Uma a uma
Sem contar com as que virão
Pois em cada folha encontrarei
Apenas um dia para viver de cada vez
Nunca contando com os que virão
Esquecendo-me daqueles que já passaram
Ao jeito de Balanço
Este será o meu ano que ainda não findou
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-29
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 12:54
sinto-me: Um porreiraço...!

28
Dez 09

Deveres e Direitos...

 
Ter filhos
É receber uma dádiva da Vida
Vida entre dois Seres
Que se encontram
Nas suas Caminhadas
Suas Vidas tocam-se
Por Tempo indeterminado
Sempre no Tempo do tempo
Do Tempo do tempo dos seus Tempos
Os filhos nascem indefesos
Há que dar-lhes assistência primordial
Para que se nutram
Para que cresçam em segurança
Para que aprendam a viver autonomamente
Para que naquele aprazado tempo
Quando chegada a Hora
Partam de armas e bagagens
Em busca da sua Vida Própria
Estes são os deveres fundamentais
De dois progenitores
Quando Deus lhes entrega
Um ou mesmo mais filhos
Quando os filhos partem
Quanta mágoa se instala
Dentro de cada progenitor
Porque sempre se acharam no direito
De nunca se apartarem de seus filhos
E assim jamais deixam seus descendentes
Partir em Paz
Partir com Alegria
Para descobrirem o Mistério desta Partida
E darem de novo à Vida que lhes acontece
Novos Seres
Que de si dependerão
E de si partirão para novos Ciclos de Vida
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-28
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:03
sinto-me: DE Missão Cumprida...!

24
Dez 09

Presentes de Natal...

 
Jesus Cristo
Fez-se eternamente Presente
Na Hóstia Consagrada
No Vinho feito seu Sangue
Exemplo melhor do que este
Nem Poetas
Nem Escritores
Nem Arautos d'Amizade
Alguma vez
Nas suas Caminhadas Peregrinas
Ousaram Cantar
Escrever
Anunciar
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-24
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 05:58
sinto-me: Presente nas vossas Vidas!

22
Dez 09

O Menino a quem mataram o seu Avô!

 
Confesso que estaria sem tema para hoje, caso não tivesse estado presente numa festa de Natal para crianças.
 
Fui lá, a pedido de um grande Amigo, que está proibido de ver, e contactar, com o seu netito.
 
Levei-lhe umas prendinhas, como se minhas fossem. Levei-lhe carinhos e afectos meus, como se do seu avô fossem!
 
A dada altura este menino, veio ter comigo e perguntou-me se eu não tinha visto o seu avô Marcus. Surpreendido com a sua pergunta fiz-me desentendido e peguei-lhe numa das suas mãozitas e coloquei-a entre as minhas.
 
Fi-lo ver que eu era apenas um amigo daquelas crianças todas. Que a todas elas dedicava o meu carinho e a minha boa disposição mas, naquele dia, vi-me a comprar os dois presentes que lhe havia entregue porque, como avô, também desejava vê-lo muito feliz com prendinhas dos avós, como todos os outros meninos ali daquela Escolinha, estavam.
 
Pedi-lhe para que me falasse deste seu avô.
 
Respondeu-me que era de muito longe, que o tinha visto duas vezes, mas depois deram-lhe a saber que aquele avô tinha morrido, como acontecera ao outro avô, pai do sei pai.
 
Olhando minhas duas mãos, acariciando-as uma a uma, com as suas pequenitas e doces mãos disse-me: Ele era como tu. Tinha as mãos muito grandes e assim peludas, e também não tinha anéis, como tu também não usas.
 
Olha, Gonçalito, não fiques triste porque Deus já levou o teu Avozinho. Ele há tantos meninos que já ficaram sem os seus avós, mas são muito felizes à mesma, como se os nunca tivessem perdido.
 
Oh senhor, oh senhor Peregrino, eras capaz de me pegar ao colo como fazia o meu avô Marcus?
 
Olha, eu já estou muito velhote e as minhas forças não são iguais às do teu avozinho Marcus. Mas olha, dá-me a tua mão e vamos dar uma volta pelo jardim desta escolinha.
 
Sentamo-nos num dos bancos do jardim. Estava frio, mas não chovia. Olhei-lhe aquele lindo rosto calmo, sereníssimo e bondoso, enfeitado por dois lindos olhitos, muito meigos, tal-qualmente são os olhos do seu «falecido» avô, e quedamo-nos em amena conversa até nos virem chamar para o lanche.
 
À saída pediu-me que voltasse no dia seguinte para lhe contar as minhas aventuras, feitas de historinhas, com dois animais: Um cãozinho e um gatinho.
 
Respondi-lhe que sim, caso os meus velhos ossos assim mo permitissem, pois já estavam muito cansadotes para aguentar tanto frio.
 
Dissemo-nos adeus com abas as mãos. Ao sair pelo portão, olhei para trás, e lá estava ele, de ar muitíssimo ausente, já à espera do tal avô de empréstimo, em que me havia tornado, a seu desejo!
 
Gonçalito, até um dia destes, talvez quando os dias estiverem mais de feição, o sol mais quente, e os corações menos duros.
 
Um beijinho para ti!
 
 Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-22
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:24
sinto-me: Feliz Natal, Gonçalinho!

19
Dez 09

Eis A Minha Fé...

 
Nasci Peregrino
Cresci no meio de dores
Para nas minhas Peregrinações
Minha Fé ser sempre inabalável
Continuarei a minha Caminhada
Porque continuarei a acreditar
Mesmo que todos percam a esperança
Porque continuarei a amar
Ainda que os outros cultivem o desamor
Porque continuarei a construir
Ainda que os outros cultivem a sua destruição
Porque continuarei a falar de Paz
Mesmo no meio dos que a Guerra cultivem
Porque continuarei a iluminar
Mesmo que meus olhos deixem de ver
Porque continuarei a semear
Ainda que os outros
Por nunca se desejarem vencer
No meu Campo suas ervas daninhas semeiem
Continuarei a erguer a minha voz
Feita Estandarte de Paz Amor e Partilha
Mesmo que os outros cobardemente se calem
Com este meu dom
Farei renascer sorrisos nos rostos com lágrimas
Farei renascer alívio onde quer e quando veja a dor
Farei renascer motivos de alegria onde só haja tristezas
Farei renascer a vontade de caminhar
A todos aqueles que decidiram parar
Pegarei naquelas suas doces mãos
Erguendo seus cansados braços
A todos aqueles que se sentirem exaustos
É no meio das suas desmesuradas Provações
Que aquela doce Criança
Que dentro de todos existe
Me olhará esperançada
Suplicando minha atenção para si
Para que um novo dia se lhe abra
Para se tornar num Ser Humano pleno de Fé
 
 Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-19
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:35
sinto-me: Homem de Fé!
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18
Dez 09

Pelas Tertúlias de Natais Passados...

 
Recordei-me
De ter ido a um guarda-fatos
Pelos meus 10 anitos
E por lá vi bem guardadinho
Um comboio de corda
Que havia ao Menino Jesus pedido
Chorei desalmadamente
Quando me confirmaram serenamente
Serem os meus Pais
O tal de Menino Jesus...
Recordei-me
De ter feito de Pai Natal
Vestido a rigor mas sem luvas
Num gelado Inverno Bracarence
De ter pegado ao colo
A minha filhota mais velhita
Que logo logo descobriu
Pelas minhas peludas e grandes mãos
Que o Tal de Pai Natal era o seu paisocas
Recordei-me
De não me lembrar já
Como os outros meus filhotes descobriram
Que o tal de Pai Natal era Filme Remendado
Era Invenção das Gerações Anteriores
Recordei-me
De me ter lembrado
Por estarmos nesta época Natalícia
De convosco Tertuliar em partilha
Cenas eventualmente marcantes
De todos os nossos Natais...
 
 Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-18
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:06
sinto-me: Boas-Festas...!!!
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A todos os que me visitam...

 
Desde os Anónimos
Passando pelos Amigos Virtuais
Família e Amigos do Peito
Nesta quadra de festividades
Natal e Ano Novo
Vos venho agradecer
Toda a vossa simpatia
Alegremente vos desejo
Boas-Festas
Passadas em Família
E um novo ano
Pleno de coisas bem melhores
 
 Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-18
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 08:18

13
Dez 09

Deus tornou-me livre...

 
Desde a Aurora
Até ao Sol-Pôr
Desde o meu nascer
Até ao meu morrer
Desde o meu primeiro vagido
Até ao meu derradeiro suspiro
Tornou-me livre
Para viver eternamente
Em Paz
Em Partilha
Em Amor Fraternal Universal
Para escolher com sabedoria
Em Paz
Em Partilha
Em Amor Fraternal Universal
O melhor do meu bem-estar
É este e meu maior dom
O Dom da capacidade de escolha
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-13
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 13:09

11
Dez 09

Deus...

 
Ao longo da minha existência
Muito tenho ouvido
Muito tenho lido
Louvores
Desaforos
Contra esta Palavra
Deus
Alguma vez
Os que Dele falam
Os que Dele escrevem
O viram
Face a face
Limitam-se a dar asas
Asas à sua imaginação
Umas vezes bondosa
A maioria Tenebrosa
Um dia destes para calar um xenófobo
Que incómodo me estava a causar
Com a sua verborreia contra os negros
Apenas lhe dei a saber
Que quando chegasse junto a Deus
Depois da sua morte física
Veria que Deus é Negro
E a Ele se teria que submeter
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-11
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:39

08
Dez 09

Prendas Natalícias...

 
Estamos numa época arrepiante
Chamam-lhe quadra do Natal
Um mês de hipócritas
Mão pelas suas origens
Mas sim pelo que tornou
Já não existe a tal de Solidariedade
Já não existe a tal de Partilha
Já não existe a tal de Paz
Já não existe o tal Amor Fraternal Universal
Tudo está manipulado pelo Consumismo
Desde as prendas milionárias
Até aquelas ditas de cêntimo
Tudo compra minha gente
Cegamente todos querem dar alguma coisa
Cinicamente todos fogem a um abraço
Todos se entregam ao funeral dos Afectos
Todos se vangloriam de ter dado a alguém
A melhor de todas as prendes a esse alguém
Mas esse alguém
Apenas necessitava
Daquele abraço de Paz
Daquela Partilha de afectos
Que a Universal Vaidade Consumista lhe negou
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-08
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:10

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