30
Abr 10

Dia da Mãe...

 

Porquê chamar Dia da Mãe

Quando para se ser uma Mãe

Não basta ter que parir as crias

Nem ter que delas cuidar

Ser Mãe

Deixou de ser dádiva de Deus

Porque nos tempos que correm

Quem está mais tempo connosco

É a bábá

É a Ama

É a Auxiliar de Educação

É a Senhora Educadora

É a Senhora Professora

E a Mamã

Está sempre com pressa

Sempre com chantagens emocionais

Se não te portas bem

Não te darei aquilo de que gostas

Sempre a correr

Sempre sem tempo para nós

Manda-nos tomar banho sozinhos

Vamos para a mesa sozinhos

Para não tagarelarmos

Colocam-nos os Tvs à nossa frente

Mandam-nos fazer os deveres

Sem nunca nos auxiliarem

Depois é xixi caminha

Sem aquela surrinha no nosso rabinho

Com um beijinho a correr

E lá acabamos por adormecer

Com um vazio por dentro

Com medo do escuro do quarto

Mal dormidos

Mal nos acordam lá vem a mesma cena

Aquela correria diária

Deste filme que não pedi para estar

Um filme de desafectos

Um filme em que

Só o colinho

Só o ombro amigo

Só um beijinho

Da bábá

Da Ama

Da Auxiliar de Educação

Da Senhora Educadora

Da Senhora Professora

É que nos faz sentir

Mais humanizados

Menos aquelas coisas

Que por acaso até vieram ao mundo

Depois de uma keca ao acaso

Oh mãe mãe

É assim que nos tratas

E ainda queres que te chamemos de mãe

Só porque nos pariste

Só porque tens que trabalhar fora de casa

À cata dos tostanitos

Olhem cá mães modernas

Antes de nos parirem

Pensem muito bem se Mãe podereis ser

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-30

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 13:35
sinto-me: sem uma Mãe de verdade!

29
Abr 10

Caiu a noite...

 

Como quem desce uma cortina

Não uma negra noite

Mas sim uma radiosa cortina

Polvilhada de estrelas

Desenhando figuras geométricas

Onde uma grande bola prateada

Se eleva quase até ao céu

Quedando-se a olhar-nos

Esperando que a saibamos adoçar

Com beijos ternos de amor eterno

Aos amores das nossas vidas

Sempre unidos e de mãos dadas

Caminhando rumo ao Futuro

Não se importando com seus passados

Vivendo apenas o dia presente

Com eterna Alegria e Felicidade

Daqueles dos sempre sem idade

Onde aquele velho vigor físico

Se transforma em Grande Amizade

Em sereno convívio

Em eterna protecção

De uma noite de luar sempre em festa

Com as estrelas aos céus a polvilhar

Não caiu a noite

Abriram-se novos mundos

Aos dos mundos que se julgavam finados

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-29

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:59
sinto-me: feliz ao luar contigo...!

Sempre amei...

 

Sempre amei acordar

Manhã cedinho

Despertado pelo chilrear

Alegre

Desrimado

Ritmado

Dos passarinhos madrugadores

Dando as boas-vindas

Ao novo dia que vai nascendo

Nos dias bem mais quentes

Durmo com as vidraças abertas

Embalado pelos sons da noite

Sem o roncar dos escapes

Com o ar bem mais respirável

Aqui e ali

Um piar de um Mocho

Como quem diz

Dorme sereno que eu te vigio

Se em novo assim me habituei

Agora

Em velho

Saboreio usufruindo tranquilamente

Todos os sons da Madrugada

Que me revigoram a mente

Serenam meu espírito

E me fazem partilhar convosco

Esta dádiva de Deus

Que é a de viver sem pressas

Ao ritmo do Nascer ao Pôr-do-Sol

Ao ritmo de uma Vida Saudável

Mesmo à mão de todos nós

Mas nunca desejada saborear

Mesmo em férias...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-29

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 08:20
sinto-me: a dar-vos dicas saudáveis...

27
Abr 10

Haja a Deus...

 

Essa do politicamente correcto

É coisa de uma só pessoa

Cujo dito se perpetua

Como se de um dogma se tratasse

Eu digo

Politicamente correcto

Quando me mostro

Politicamente coerente

Com os ideais políticos

Dos meus correligionários

Também uso dizer

Socialmente correcto

Quando me mostro

Socialmente coerente

Com os ideais sociais

Dos meus concidadãos

E vou ainda bem mais longe

Referindo-me a certos actos

Socialmente incorrectos

Quando me mostro

Socialmente contra

Certos ideais sociais

Dos meus concidadãos

Que teimam em usar amiúde

Actuações perversas

Como se de dogmas se tratassem

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-27

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:35
sinto-me: a deiatar amor pelos olhos...!

25
Abr 10

Ainda o 25 de Abril...

 

Já lá vão 36 anos

Sobre os meus 31 de idade

Que naquela altura tinha

Vivi sonhos

Vivi sobressaltos

Vivi angústias

Vivi desde aí até hoje

Sonhando ainda

Com uma melhoria de vida

Meu corpo tornou-se obeso

Aos poucos se foi degradando

Adoecendo aqui e ali

Até dos Cuidados Paliativos chegar

Até que a Lei da Morte inexorável

Tome conta de si

Para na Morgue dos da Medicina Legal

As gerações mais novas

Nele estudem causas e efeitos

Do seu definhar até morrer

Onde nem de Órgãos poderá ser Dador

Tal-qualmente os Ideais de Abril

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:15
sinto-me: não o desejar vê-lo murchar...

Pontos de referência...

 

Cansei

Cansei de os olhar

Cansei de mos obrigarem a ter

Cansei de me desejar num deles

Cansei de não ser eu mesmo

Lutei pela minha unidade

Unidade de Corpo e Alma

Tal-qualmente Deus me quis

Nem melhor

Nem igual

Nem pior

Apenas igual a mim mesmo

Para poder viver em Serenidade

Em Paz comigo mesmo

Amando-me tal-qualmente sou

Nem melhor

Nem igual

Nem pior

Apenas igual a mim mesmo

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 01:26
sinto-me: sem necessitar de referências!

23
Abr 10

Hoje...

 

Como se atirasse beijos a Deus

Apetecia-me versejar

Lançar para os Céus

Desrimas

Feitas de vogais

Aninhadas em consoantes

Regressando a mim

Mais unidas

De mãos bem dadas

Melhor ritmadas

No seu regresso

Do que quando a Deus as ofertei

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-23

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 08:56
sinto-me: de alma iluminada...!

19
Abr 10

Foste repudiado...

 

Para que te martirizas

Tentando ser readmitido

Pelo grupo dos que te repudiam

Segue o teu caminho

Sempre em frente

Sem atalhos

Autónomo e confiante

Não os busques nas tuas memórias

Para não te ferires interiormente

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-19

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 03:47
sinto-me: Bem feliz...!

18
Abr 10

Olhei meu Coração Coragem...

 

Olhei-o só por fora

Voltei-o várias vezes

Entre as duas minhas mãos

Remirei-o intrigado

Fiquei surpreendido

Com tanta cicatriz

E pedaços que lhe faltavam

Cicatrizes ainda abertas

Perguntei-me das razões

Que o haviam levado a isso

Sem obter resposta sua

Questionei em voz alta

Se alguém saberia explicar

Tanta cicatriz

Algumas feridas ainda abertas

Uma Grande Mulher

Do meu mundo de Amigos

Mostrou-me o seu Coração

Também coberto de cicatrizes

Com algumas por sarar

Solícito

Entreguei-lhe um pedacinho do meu

Para uma das suas feridas sarar

E o seu nobre Coração Coragem

Me explicou

Que aquelas feridas ainda abertas

Só sarariam

No dia em quem lhas fez

A estimasse como um Ser Humano

Em reciprocidade de Afectos

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-18

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:02
sinto-me: com feridas por sarar...!

09
Abr 10
Aves...
 
Aves Canoras

Aves de Aviário

Aves do Campo

Galinhas e Galináceos

Cacarejam todas em uníssono

Não vá alguém quebrar aquele coro

Coros grandes agigantados

Como se de falatório em línguas

Por ali nascesse

Mas como todos somos filhos de Deus

Será que os animais se entendem em línguas

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-04-10

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:26
sinto-me: com botas para andar...

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