26
Ago 10

Os Predadores...

 

São gente sem escrúpulos

Doentes mentais

Mentalmente sabedores

Desta sua potencialidade

Para fazerem doer a terceiros

Nunca por nunca ajudar a construir

Simplesmente nasceram para destruir

Algumas das suas características

É a sua longevidade

É a sua teimosia

É a sua mentira compulsiva

É a sua cobardia

Agem de rosto escondido quiçá falso

Identidades escamoteadas a alguém

Quando se deseja proceder contra eles

Esbarramos com a cortina diáfana

Do protecionismo da Policia Judiciária

Que ao fim de dois a três anos nos informam

Que esta gente é inimputável

Que o melhor é sairmos rapidamente

Dos locais que frequentamos

Para não lhes atiçar os ânimos

Como acontece aos loucos internados

Nos Hospitais psiquiátricos

Mudamos de local

Abrimos uma nova página de convívio

Meses depois, dois a três no máximo

Eles aí estão de novo a perseguir

Quem nunca os conheceu pessoalmente

Para entrar terão que nos pedir licença

E a licença que lhes darei

É barrar-lhes o caminho eternamente

Com as armas justas e impolutas

Que nos são concedidas informaticamente

Fazem-nos lembrar aqueles esbirros da Pide

Hoje disfarçados de comunas democratas

Sempre prontos a matar

Quase a sua nascença

Locais de são e fraterno convívio

Eles reapareceram

Eles estão a dar falsas caras

Todos muito amigos

De uma Agente da Policia Judiciária

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-26

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:08
sinto-me: bastante apoiado por vocês...!

25
Ago 10

Despertar...

 

Este meu despertar é tão belo, tão doce, que me deixa extasiado a olhar o meu novo dia, como quando era miúdo, e me sentava nas finas areias, ainda húmidas, à beira da nossa linda baía, olhando os morros, lá na outra margem, onde nascia o Rei Sol, que aparecia devagarinho, até se me revelar, por completo, depois de ter passado pelas metamorfoses, das miríades de tonalidades, das cores do arco-íris.

 

Quando ele se me mostrava agigantado, por inteiro, pintando as águas cristalinas, de um azul profundo, acordava para a realidade, regressava a casa, onde o pequeno-almoço me esperava.

 

Depois pegava na sacola dos livros, punha-a a tiracolo, e lá ia, sempre sozinho, a caminho da escola primária.

 

Ao meio-dia, findas as aulas, lá regressava eu, mas sempre à beira da água, sacola a tiracolo, sandálias, atadas uma à outra, dependuradas à volta do pescocito, chapinhando nas pequenas poças de água ainda meio quente, olhando os pequenitos peixes, que mais pareciam girinos, fugindo à frente dos meus pezitos.

 

Nunca desejei ter um relógio, coisa engraçada, porque nunca desejei andar a toque-de-caixa.

 

Quando entrei para o liceu, ofereceram-me esse animal de estimação, controlador do tempo do tempo do meu Tempo.

 

Esquecia-me sempre dele, em casa...

 

Ainda hoje tal acontece porque sempre me fez impressão negativa no pulso.

 

Mas como os tempos são modernos, tenho um relógio falante, com ele posso ver as horas, receber SMS, enviar MMS, falar até gastar o saldo do cartão, receber e enviar e-mails, tirar fotografias, fazer curtíssimas metragens, e esquecer-me dele em casa, porque também virei alérgico, a este sistema de vida, porque desejo morrer poeta, poeta sem tempo, poeta sem horas marcadas, poeta sem rima, poeta sonhador, que quando a dona Morte chegar dirá: Acorda Peregrino, está na hora de partires...

 

Surpreendido, por esta tão dura realidade, porque lá terei que morrer, desejo morrer sem dor, desejo partir, também sem tempo, sem relógio de pulso, sem relógio falante, sem saudades do tempo vivido, sem pena de nunca ter sido um poeta à séria, mas daqueles poetas escrevinhadores empolgados, com livros e livros nos escaparates, para trovadores fazerem de conta, para certos cantores cantarem meus versos que escritos, não dizem nada, mas quando, cantados por vozes lindas, fazem sorrir de felicidade todos os corações.

 

Despertar para ver renascer o meu Rei-Sol, para vê-lo re-entrar nas águas do lado do Mar, como grande Bola de Fogo, que se vai arrefecer, lá bem longe de nós, nas puras águas dos oceanos...!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 01:52
sinto-me: muito feliz...!!!

23
Ago 10

Tenho um Amigo...

 

Mas daqueles Amigos

Mesmo verdadeiros Amigos

Somos Amigos de longa data

Amigos de infância

Feitios diferentes

Formas de estar na Vida

Também diferentes

Um dia destes entristeci-me

Com a sua forma de estar na Vida

Longe de tudo e todos

Chamando-lhe

Anti-social primário

A coisa deu faísca

Os amuos passaram

Ele continuou na dele

Eu continuei na minha

Com tanta gente metediça na vida alheia

Batendo-nos à porta

Prontos a devassar-nos a intimidade

Pergunto-me

Hoje

Se o anti-social primário

Não será a melhor e única forma

De nos preservarmos definitivamente

Dos predadores das Vidas alheias

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-23

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 04:47
sinto-me: fixe...!!!

21
Ago 10

Um novo Dia...

 

A noite cansada deita-se

Cai no seu sono profundo

As sombras escondem-se

A alvorada dilui-se

O azul-escuro

Torna-se rosa tímido

Numa mescla de ambos

Rosa e laranja

Sem que qualquer deles vença

O dia acorda languido

Ressurge preguiçosamente

Acordam os sons

A Vida vai-se espreguiçando

Olho lá para fora

Um azul profundo e luminoso

Uniforme e sem nuvens

Dá formas e cores

Ao longo de todo o vale

As Lezírias de Loures

Tocadas pelos primeiros calores

Dos abraços deste nascer do sol

Emanam lânguidos vapores

Autenticas cortinas translúcidas aqui

Suavemente transparentes por ali

Uma mescla do esconde mostra acolá

É a sinfonia das neblinas matinais

Esta noite esteve quente

Tão quente que tudo e todos cansou

O Verão vai para lá de meio

As férias estão no seu término

À ausência da Realidade diária

Vai-lhe roubando lugar

Vai-se instalando inexorável

Toda ansiedade latente

Adormecida nestas férias

Preocupações antecipadas renascem

Acordam do seu sono letárgico

Como por encanto

Aquela alegria nos rostos humanos

Vai-se desvanecendo

Tornando-os cansados e preocupados

Foi um sonho de dias

Foram dias longe das agruras

Há que acordar

Há que re-erguer

Há que reiniciar caminhadas

A Terra continua a girar

O Tempo não para

Nem espera pelos que ainda estão de férias

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-21

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 07:08
sinto-me: muito feliz...!!!

20
Ago 10

Há que destruir...

 

O povo português

Nasceu

Alijado pelos espanhóis

Para este cantinho estéril

Da Península Ibérica

Esta gente nasceu doente

Esta gente nasceu belicosa

Esta gente parida horrivelmente

De uma rixa

Entre Mãe extremosa

E entre seu amado Filho Belicoso

Uma vez derrotada a mãe

Havia que dar vazão ao seu belicismo

Este rincão já estava habitado

Há muito

E o Filho da Mãe derrotada

Pega numa dúzia de assaltantes

E há que lhes dar que fazer

Não fossem outros dos de Espanha

Virem para dar cabo deles

Tanto destruíram

Tanto mataram

Que acabaram sós

Mas como valeu sempre

Mais vale só

Do que mal acompanhado

Tal pressuposto

Entranhou-se-lhes no sangue

Que as suas descendências

Até a presente data

Optaram por destruir

Tudo o que mexe e não mexe

Porque o povo português

Nasceu

Alijado pelos espanhóis

Para este cantinho estéril

Da Península Ibérica

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-20

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 09:28
sinto-me: de bom coração...!!!

19
Ago 10

Humanidade e Bom Coração...

 

Foi o que me transmitiram

No primeiro dia desta semana

Quando visitei o Santa Maria

Para uma consulta dita de rotina

Chegada a minha vez

Dois dos médicos presentes

Receberam-me alegremente

Convidando-me para me sentar

Não sabiam como começar

Entreolhavam-se discretamente

Um deles resolveu tomar a iniciativa

Dando-me a saber tranquilamente

Que não era necessário continuar

Com a Quimioterapia

O senhor Marcolino está de parabéns

Todo aquele meu medo acumulado

Desde Maio deste ano

Quis sair cá para fora

Adrenalina subiu ao seu máximo

Rompi num choro reconfortante

Abraçamo-nos

Desejaram-me muito boa saúde

Desejei-lhes muitos êxitos

Tal-qualmente tinham obtido comigo

Uma sensação de plenitude

Preencheu todo o meu ser

Se me havia deslocado para lá

Com todo o peso do universo às costas

De lá saí leve como as brisas matinais

De cabeça bem mais fresca

Plena de pensamentos positivos

Não regressei logo a casa

Meti-me nos transportes públicos

Fui merendar ao Vasco da Gama

Passeei à beira-rio

Libertei-me dos restos dos medos

E regressei a casa

Pleno de esperança na minha Vida

Só hoje dedico esta minha vitória

À equipa que me tratou

E a mim mesmo

Por ter conseguido superar a doença

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-19

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:46
sinto-me: muitissimo feliz...!!!

15
Ago 10

Emparelhar...

 

Dois a dois

Com igualdade de direitos

Cama

Comida

Roupa lavada

Partilha na subsistência

Amparo no desemprego

Amparo na doença

É o que fazem dois Seres Humanos

Conscientes de que são diferentes

Uns

Optam por se registar como um casal

Na Conservatória do Registo Civil

Muitas vezes abrilhantam esta cerimónia

Com o ritual religioso das suas religiões

Outros

Optam apenas por se juntar como casal

Sem necessidade de nada mais

Nem mesmo uma refeição fora de casa

Quer em grupo

Quer a sós

Mas como as pessoas não são uniformes

Mais dia

Menos dia

Vem-lhes a veia animalesca à tona

Transparecendo as alimárias que moram em si

Línguas viperinas

Insultando

Acusando

Inventando

Mãos e pés

Escoicinhando

Agredindo ferozmente

Já que o seu linguajar não dá para matar

Se um não mata o outro

Tal como Caim e Abel

Então será melhor apartar as alimárias

Dar-lhes a saber

Tim-tim por tim-tim

Que são Bestas

Que são armas de arremesso

De setas envenenadas

Emparelhar...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-15

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:40
sinto-me: a sorrir...!!!

13
Ago 10

Preservar a Vida alheia...

 

Deus

Manda preservar

A Vida dos seus Filhos

Uns pelos outros

No seguinte Mandamento

Não Matarás

Se lhes faltares

Com Água

Com Alimentos

Com Medicamentos

Com Agasalhos

Com Tecto Colectivo

Com Afectos

Com um Abraço de Amizade

Eles sentir-se-ão muito mal

Até os seus corações falharem

E seus pobres corpos

Entregues à vala Comum

Dos Indigentes

Dos Rejeitados

Dos Sem-Abrigo Afectivos

Preservar a Vida Alheia

Um Mandamento de Deus

Não Matarás

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-13

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:44
sinto-me: a pedir-vos um Bom Coração!

12
Ago 10

Pânico e Caos…

 

Como aumentar

O Pânico e o Caos à minha volta

Percorri algumas das livrarias

Mais dadas a estas matérias

Da psicologia de Massas

Nada encontrei

Desiludido

Regressei a casa

Preparando-me para consultar

A Biblioteca nacional

Aí sim

Aí encontraria certamente

O que me levara a deambular

Pelas Livrarias de Lisboa

Era a hora de almoçar

Sentei-me em frente à TV

Olhar atónito

Suspendi a mastigação

Ao ver gente da TV

Cirurgicamente espalhando o Pânico e o Caos

Para que as noticias dos incêndios

De Norte a Sul de Portugal

Por si só degradantes

Tenham mais que o devido impacto

Com passadas para além das suas pernas

Gente crescida

Gente com habilitações literárias

Gente da Comunicação Social

Fieis devotos

Da Santa Desgraça

Da psicologia de Massas

Teatralmente imitando

Os aflitos dos atingidos

Para que nós

Ouvintes e observadores

Do lado de cá do ecrã

Sejamos tomados até à medula

Pelo Pânico e pelo Caos

Quiçá até aos Orgasmos Mentais

Nem foi necessário sair de casa

Para ir até à Biblioteca Nacional

Os verdadeiros professores

São os Jornalistas no Terreno

Que desejam ser hiper-alarmistas

Explorando os sentimentos humanos

Para que as audiências aumentem

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-12

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 12:01
sinto-me: de barrete mal enfiado...!!!

10
Ago 10

Inspiração…

 

Foi coisa que nunca me faltou

Para estes versos te dedicar

Recordando-te deitada à minha frente

Languida e serena

Envolta numa echarpe escarlate

Fazendo sobressair docemente

A alvura da tua tez

Teus belos seios mal se escondem

Marotos

Desenvoltos

Sob teus longos cabelos loiros

Em cascata escorrendo

Sobre teus doces ombros

Desafiando-me timidamente

Fazendo-se adivinhar lindos e vivos

Realçados sob o escarlate da echarpe

São fonte do meu desejo

Nascido de todo o teu ser

Beijo-os suavemente um a um

Até sentir tua respiração entrecortada

Deixas-te enlaçar

Deixas-te abandonar

Esquecemo-nos de tudo e todos

Não há mais vida à nossa volta

Apenas e só nós os dois

Sorrimo-nos um para o outro

Dizemo-nos que nos amamos

Exibimo-nos nossos aneis

Sinais de que um ao outro pertencemos

Fazemos juras de amor infindas

Cobrimo-nos um com o outro

Pétala a pétala planto meu jardim colorido

Ofereço-te estas flores todos os dias

Para que te sintas muito feliz

Enquanto nossa diferença de idades

Não se manifestar em divagações dúbias

Quiçá mil e um choques geracionais

Até ao dia em que encontrares alguém

Que te segrede coisas de amor

Com menos desencantos

Mas com muito mais paixão

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-08-10

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:18
sinto-me: ciente das nossas diferenças!

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