30
Jun 11

Imagem recolhida na Internete

 

Saudades de casa...

 

Saudades de casa

Foi o que hoje senti todo o dia

Saudades profundas

Como se há muito lá não estivesse

Mas dentro de minha casa eu estava

Acompanhado das Sombras do Passado

Fantasmas mudos ondulando de braços erguidos

Sem abraços nem beijos podermos trocar

Gostava de perder as Saudades do Passado

Porque do Passado nem Amor nem Afetos recebo

Perco apenas um tempo precioso

Que ao meu amor me faz sentir morrer aos poucos

Quero deixar andar lá para fora de mim à solta

Todos os Fantasmas Passados do meu Passado

Para poder Viver este meu Presente

Sem desejar pensar em Futuro nem em Passado

Bem antes que meus Afetos e o meu Amor se sequem

Saudades de casa

Saudades de voltar amar alguém

Que amor de verdade tenha para me dar

Que saudades de sua casa deseje perder também

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-30

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:45
sinto-me: com vontade de amar novamente!

 

Quando Amanhece assim...

 

Quando Amanhece assim

Sinto minha Alma Renovada

Porque a Luz Pura deste Amanhecer

Será doravante a Luz de todo o meu Servir

Servir aqui na Terra enquanto tiver saúde

Servir sem termos comparativos

Servir sem desejar ser exemplo a ninguém

Porque Servir é fazer de mim algo diferente

É poder escrever-vos diariamente

Sem ter que vender toneladas de papel impresso

Para me tornar acessível a Pobres e Ricos

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-30

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 06:54
sinto-me: um Bem Amado...!!!
tags: , ,

29
Jun 11

Imagem recolhida na Internete

 

Morrer-se jovem...

 

Morrer-se jovem

É coisa que dói fundo

Nas Almas de quem Alma tem

Meus filhos na sua adolescência

Pediam-me teimando comigo cegamente

Para que os deixasse sair à noite

Com outros jovens como eles

Para se divertirem a sua maneira

Opus-me sempre

Porque imprevistos existem a cada esquina

Mesmo que só aos outros possa e deva acontecer

De Pai Querido

Pai Porreiro

Pai Compincha

Em minutos passei a Kota Déspota e Execrável

Porque aos filhos não lhes soltava as rédeas

Nada mesmo

Porque alguns Jovens aqui do bairro à Rédea Solta

Rapazes e raparigas

Alguns haviam morrido

Outros Paraplégicos haviam ficado

E eu havia apostado

Havia jurado a mim mesmo

Jamais me veria a visitar a Campa de um Filho Jovem

Só porque no regresso da Curtição tivesse perdido a Vida

Jamais receberia um certo olhar profundamente critico

De um filho Paraplégico Imobilizado numa Cadeira de Rodas

Que me dissesse em silêncio olhando-me olhos nos olhos

Paizinho porque não me proibiste e me deixaste ir Curtir...

Confesso-vos que prefiro ser considerado como um Pai Déspota

Que das travessuras inconscientes dos filhotes sempre os protegeu

Nunca os tivesse deixado Morrer Jovens

Jamais os tivesse ajudado ao Suicídio Assistido

Jamais os tivesse entregue ao Grande Castigo dos Paraplégicos

Morrer-se Jovem...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-29

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 09:23
sinto-me: triste por teres morrido!

25
Jun 11

 

Encontros...

 

Encontros

Sem data nem horas marcadas

Por vezes acontecem na minha vida

Estava tranquilo da vida

Distraído como sempre

Numa das Catedrais de Consumo de Lisboa

Alguém se colocou à minha frente

Parei

Olhei para o lindo rosto sereno e doce

Escutei que me pedia algo em voz baixa

O senhor dá-me um euro para ir ali comer

Olhando e apontando a zona dos cafés

Fiquei de coração coragem acelerado

Porque aquele sorriso tranquilo e macio

De algum lado indefinido já o conhecia

Entretanto reagi...

Estás sem comer desde quando perguntei

Hoje ainda não almocei estou sem dinheiro

Estás a enfiar-me uma grande tanga ripostei

É verdade ... estou cheia de fome

Abri o meu porta-moedas

Peguei numa nota de cinco euros dobrada a meio

Discretamente passei-lha para as mãos

Surpresa das surpresas como agradecimento

Veio um sereno obrigado e beijou-me as duas faces

Ela era linda e serena

E a pele da sua cansada cara macia como ricas sedas

Desejou-me felicidades

Desejei-lhe boa sorte

Viramos costas um ao outro

Antes de nos afastarmos por completo perguntei-lhe

Você por acaso chama-se Rita...

Olhou para mim serenamente e respondeu

Não ... chamo-me Madalena...

Acenamo-nos adeus com as nossas dextras

Encontros...

  

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:25
sinto-me: desejar melhor sorte Madalena

19
Jun 11

Imagem recolhida na Internete

 

Conhecer...

 

Conhecer

Conhecer algo

Conhecer alguém

Movidos pela curiosidade

Estamos sempre abertos

A Olhar

A Tocar

A Cheirar

Depois tecemos nossas considerações

Movidos pelo agrado ou mesmo desagrado

Nascido do ato que nos levou ao conhecimento

Visitava eu uma das Catedrais do Consumo

Desta nossa lindíssima Lisboa

Fui surpreendido com uma Apresentação Literária

Movido pelo Conhecer

Dei comigo a comprar a dito Livro Escrito

Descontraidamente coloquei-me em frente da Autora

Cumprimentei-a sorridente e solicitei-lhe um Autógrafo

Distraidamente perguntou-me o nome

Quase que soletrei o nome com que assino o meu Blgueio

 Segui a sua ágil dextra escrevendo a sua dedicatória

... Impessoal ...

Olhamo-nos nos olhos

Apertamo-nos as mãos

Desejei-lhe felicidades pessoais

Desejou que eu gostasse do seu livro...

Conhecer

O Conhecer fez-me

Olhar

Tocar

Cheirar

 Pessoalmente uma Escritora

Escritora com quem troco opiniões bloguistas

Escritora cujo meu nome afinal nada lhe diz

Mas o seu a mim sempre diz alguma coisa

Não pela pessoa em si

Não pelo seu Invólucro

Mas sim pelo sumo dos seus Ideais de Vida

Mas pelo seu lapso de memória

Tornou-se-me Impessoal

Conhecer

Conhecer algo

Conhecer alguém

Movidos pela curiosidade

Estamos sempre abertos

A Olhar

A Tocar

A Cheirar

Depois tecemos nossas considerações

Movidos pelo agrado ou mesmo desagrado

Nascido do ato que nos levou ao conhecimento

Curioso ... não é...?

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-19

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 09:58
sinto-me: Curioso ... não é...??!!

13
Jun 11

 

Fui passear até Coimbra...

 

Vi o velho transformado

Novas coisas apareceram

O Choupal bem aproveitado

O Mondego navegável

Novos bairros se ergueram

Catedrais do Consumo cresceram

Desporto muitíssimo desporto

Praticado em belos locais para o efeito

Jovens muitos jovens

Nadando Ginasticando-se Correndo

Coimbra é Velha no Tempo

Coimbra renasceu para a gente jovem

Os velhos revisitam-na

Nem saudades dos outros tempos sentem

Porque Coimbra está reconstruída

Para gente Jovem com valores novos

Gente do Futuro de Portugal

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-13

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:05
sinto-me: muitissimo feliz...!

07
Jun 11

 

Imagem recolhida na Internete

 

A Paleta da Pintora...

 

A paleta da Pintora

Não é só uma singela madeira

É o seu laboratório de Intenções

Onde Cada Bisnaga é um tubo de Ensaio

E a Paleta a Madre dos seus Anseios

Onde todas as Cores se misturam

Cores Puras misturadas dão belas Cores Mestiças

Para serem espalhadas numa Grande tela Branca

Maternidade aberta aos Sentimentos seus

Onde cada Cor é um filho seu

Feito Premeditado com Prazer e com Amor

Nascido dos seus mais puros sentimentos

A Paleta da Pintora

São os mais nobres Sentimentos seus

Há quem os aprecie genuínos sem comparações

Porque Sentimentos são Estados de Alma

Nunca Cópias daquilo que nos rodeia

Cópias outras cópias terão

A Paleta da Pintora minha Amiga

Conterá Genuinidade que só à Pintora Pertencerá

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-07

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:47
sinto-me: feliz...!!!

 

Imagem recolhida na Internete

 

A Prostituta...

 

A Prostituta

É uma Mulher minha Amiga

Das outras Mulheres a sua diferença

É apenas estatutária dos Socialmente Corretos

Somos vizinhos

Engraçamos um com o outro

Porque nunca me meti com ela no que quer que fosse

Apesar do seu ar diferente principalmente de Verão

Longas pernas de gazela mais que bem torneadas

Encimadas por minissaia até às bochechas do rabiosque

Cintura bem abaixo do umbigo enfeitado com um discreto pearcing

Camisetas bem ousadas semitransparentes

Desafiando até para cego ver as rosetas das ousadas mamas

Pele bem morena sem marcas do seu minúsculo biquíni

Quando vai à praia é para se bronzear por completo

Cabeleira longamente loira e bem tratada

Umas vezes solta esvoaçando com as brisas das tardes de Verão

Outras apanhada com um laço negro formando um rabo-de-cavalo sedutor

Gosta de estar na esplanada do café próximo das nossas casas

Quando passo e a cumprimento desfaz-se em mil sorrisos

Paro e pergunto-lhe como está

Lá desfia o rosário das suas mágoas uma a uma em contos amargos

Sentado à sua frente mando vir o meu café e faço-lhe companhia

Entretanto já a mirei de alto a baixo sorrio-me e digo que está bué fixe

Levanta-se rodopia sobre os chinelos de praia e pergunta

Agora que já me mostrei toda que me diz deste corpinho

Meio corado meio titubeante lá a elogio como calha

Já fui melhor já fiz parar o transito e os homens andar à porrada

Hoje tenho 43 anos e quatro filhos dois rapazes e duas raparigas

Oh vizinha mas de quantos homens ... vizinha

Foda-se vizinho apenas de dois ... era o que me faltava agora...

Olhe que não se nota nada disse-o sem pensar noutra coisa

Já agora a vizinha quando é que faz anos

Sei cá apetecia-me fazer todos os dias

Mas a mesma festa todos os dias envelhecia mais depressa

Diga lá a sério

Mostrou-me o seu B.I. e reparei que seria dali a dois dias

Perguntei-lhe se tinha alguma coisa marcada para esse dia

Respondeu-me que não pois os filhos estavam todos fora e ela sózinha

Quer vir jantar comigo a este local

Oh vizinho e as mostrengas do bairro o que irão dizer de si

Não lhes devo nada nem elas a mim ... fogem de mim que parecem virgens...

Homessa vizinho essas gajas picam-se...

Dito e feito lá fomos festejar o seu aniversário

Escolhemos uma mesa recatada longe dos olhares escandalizados

O Peregrino com a maluca da Loirona... olha para aquilo...

Se calhar queimou os neurónios de tanto escrever... deu nisto...

Comemos bebemos rimos conversámos

Tudo isto acompanhado e apaladado com calão e palavrão

Oh vizinho não quer deitar um pouco de abono de família no comer

Oh mulher piri-piri para quê

Se ele já nem com uma pazinha de brasas se levanta ... até se deixa queimar

Olha para ele ... essa é nova para mim ... conte lá essa só para mim...

 Rimo-nos a bom rir pois o jantar estava a chegar ao fim e o Borba também

Comida a sobremesa levantamo-nos e fomos até uma das varandas

Ela fumou os seus cigarros enquanto bebíamos os nossos uísques e o belo café

Porque não eu dar uma de fumador e fui comprar um maço igual ao dela

E desatei a fingir que fumava até que consegui aspirar o fumo para os pulmões

O vizinho fuma ou já fumou ... nunca o vi fumar ...

Só o faço em dias de festa como o de hoje

A noite estava bem cálida a lua luminosa em largo quarto crescente

Paguei a conta e fomo-nos sentar longe dos olhares indiscretos

Sentados no murete do jardim apanhar fresco até nos resolvermos ir para casa

A dela era a primeira e a minha 50 metros depois

Onde só consegui chegar no dia seguinte de sorriso de orelha a orelha

Já o sol ía quase no zénite olhei para trás lá bem para cima quase nos últimos andares

Numa das janelas sobressaía uma cabeleira loira num roupão vemelhão vivo

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-07

 

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:01
sinto-me: de sorriso se orelaha a orelha

06
Jun 11

Imagem recolhida na Internete

 

 

A Inspiração...

 

A Inspiração

Não me aparece quando quero

Não se apresenta quando mais desejo

Aparece durante o sono mais profundo

Obriga-me a saltar do conforto da cama

Nas quatro estações do ano

Meio ensonado ligo o PC

Esfrego os olhos sem saber o que vou fazer

Chamo o Word e abro uma nova página

Num repente toma forma na minha mente

Um desmoronar do abecedário

Como se tivesse aberto um pacotinho de sopa de letras

Descuidadamente as tivesse atirado ao ar

Milhares de letras passam pela minha mente

Não sei qual delas agarrar primeiro

Depois vem uma calma diferente do usual

Teclo a primeira letra

Teclo a segunda letra

Teclo a terceira letra

E assim vai nascendo um título ou o mote da estorinha

Meus dedos entram em alegria

Brincalhões gostam de pular de letra em letra formando palavras

As palavras dão-se as mãos cantam e rodopiam

Ao som da estorinha que vai tomando forma

Há sempre uma palavra que determina o final

Com se de um enorme suspiro se tratasse

Quando escrevo

Umas vezes rio-me sozinho alto e bom som

Como se estivesse contando algo de muitíssimo divertido

Outras vezes as lágrimas correm-me cara abaixo

Como Torrentes de Desespero de uma Vida já Passada

Quando acabo de escrever coloco a estorinha no meu Blogue

O sono vem tranquilamente avisar-me que são horas de redormir

No dia seguinte ao acordar distraidamente leio aquilo que escrevi

Porque de cada vez que vos escrevo esvai-se-me tudo da memória

O porquê nunca soube responder

A Inspiração...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-06

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 01:07
sinto-me: mais feliz que nunca!

05
Jun 11

 

Imagem recolhida na Internete

 

Meu Amigo morreu...

 

Meu Amigo morreu

Bem mais velho que eu

Mas de ar jovem e compostinho

Conheci-o pobre

Nossa Amizade nasceu espontânea

Porque ele viva na pobreza

Os bens materiais que tinha

Eram os nossos já usados e recuperados

Sua roupas eram as nossas já usadas e cosidas

Usava sandálias nas quatro estações do ano

Dizia que não tinha frio porque Deus o aquecia

Ele comia das nossas sobras requentadas

Quando adoecia cotizávamo-nos

Para obter remédios para as suas mazelas físicas

Meu Amigo era um Filósofo da Felicidade

Dizia ele a quem infeliz andava

Oh jovem, pede a Deus para seres feliz

Mas sem os tais bens materiais mesmo sem amigos

Peço-lhe sempre Forças e que me leve num repente

 Não gosto de velórios

Mas este velório tive mesmo que ir

Era o velório do meu Amigo

Tem piada nunca lhe conhecera alguma companheira

De dia andava sozinho quando connosco não conversava

Deliciava-se a escutar o chilreara da passarada

Falava com os canitos da rua quando se cruzava com eles

Eles ficavam dóceis que se roçavam nele

De noite desaparecia como as sombras no escuro da noite

Mas a um canto do velório uma Prostituta chorava de mansinho

Aproximei-me curioso e perguntei-lhe: É familiar dele?

Respondeu baixinho: Não, mas aqueceu-me a a minha Alma

Nas invernias dos meus desgostos ... Paz à sua Alma

Beijei-a na testa envergonhado por a considerar uma Puta

Segredei-lhe que quando desejasse falar minha Porta estava aberta

Obrigado vizinho sei que poderei contar consigo...!

Meu Amigo morreu

Mas a Puta que ele tão bem protegia

Em mim ganhou um outro Amigo...!!!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-05

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:09
sinto-me: deliz...!
tags:

Junho 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
14
15
16
17
18

20
21
22
23
24

26
27
28


subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO