23
Set 11

 

Serei eu um Escritor...

 

Serei eu um Escritor, perguntei-me ainda ontem, depois de ter sido vivamente criticado, por alguém não Escritor que, com a sua predadora contundência, me obriga a defender, escrevendo este singelo texto.

 

Sou e serei eternamente um Escritor de Obra reconhecida e Registada, nunca Publicada em Livros, porque os meus parcos proventos mensais, nunca deram para assim me exibir.

 

Para que se quebrem todas as dúvidas, aqui vos noticio pela primeira vez, minhas filhas, netos e vindouros, que este meu legado é só vosso, para que possam fazer dele aquilo que mais desejarem, quando neste belíssimo Planeta Azul, um dia, meu corpo morrer, e meu espírito se quedar eternizado, pelos meus Escritos Peregrinos. Uns, já publicados, outros, ainda sem ver a Luz dos Dias Vindouros.

 

« Copyright © 2004/2011 – Peregrinações.Net – Textos e Poesias sem Rima de Raízes Populares – Proc. Nº 5639-2004/20011 do Ministério da Cultura, Inspecção-geral das Actividades Culturais.»

 

Partilharei sempre meus ideais de vida

Com todos que me desejarem ler

Sem lhes pedir ajudas financeiras

Com a venda dos meus livros

Quando esta Obra fui registar

Subtilmente fui admoestado

Por escrever com e sem pontuação

Textos e Poemas sem Rima

Minha resposta não se fez tardar

Perguntei ingenuamente

Se alguma das Obras do nosso querido Saramago

Havia sido rejeitada por falta de pontuação

Talvez um dia destes meta pés a caminho

Vá de Editor em Editor novamente

De chapéu na mão e ar humilde

Para que me promovam em Livros de Papel

Já que pelos bites e bytes da Internete

Castiçamente me autopromovi

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-09-23

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 09:59
sinto-me: muitissimo feliz, por vós!

12
Set 11

Tomei Café com a Morte...

 

Tomei Café com a Morte

Tive que enfrentar a Solidão

Quando adoeci com Câncer

Dia e noite sem parar

As dores e os medos imperavam

Foram duas operações delicadas num ano

Foram dias passados em desespero

Foram os efeitos secundários da quimio

Foram idas e regressos ao Hospital

Utilizando Autocarros e Metropolitano

Já que ninguém boleias me dava

Nem família

Nem amigos

Nem conhecidos

Nos intervalos das dores e da quimio

Tomei Café com a Morte

Porque ninguém comigo queria saborear um café

As noites eram passadas em completa insónia

As manhãs em terríveis maquinações

As tardes em soluços convulsivos

Nos intervalos das Noites das Manhãs e das Tardes

Tomava Café com a Morte

Porque ninguém comigo um café queria saborear

Nem família

Nem amigos

Nem conhecidos

Estava entregue a mim próprio por ninguém me amar

A Morte sim

Acompanhada dos seus acólitos

As dores e os medos

Estava ali sempre presente dia e noite sem parar

Tão duramente cega quase me segando a Vida

A minha amada Vida

De passado bem longe

De presente duramente envenenado

De futuro altamente duvidoso

Finalmente veio o veredicto  final

Fora dispensado por Deus e seus Anjos

De tomar Café com a Morte...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-09-12

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:56
sinto-me: um vencedor bem feliz...!!!

 

Zangas, numa Família portuguesa, com pergaminhos...

 

Hoje, ao folhear um arquivo meu, com manuscritos sobre excertos da vida real, deparei-me com um episódio, acontecido há cerca de 20 anos, escrito mas nunca publicado, quer em livro sobre comportamentos humanos, quer no meu blogue.

 

Mas hoje resolvi torná-lo publico, sem nomes, quer de intervenientes, quer dos locais, dada a contundência deste acontecimento no seio de uma Família tipicamente portuguesa, vou resumi-lo, porque merece destaque, para que todos aqueles que me visitam  tentem dar o seu melhor na interpretação da Solidariedade!

 

Quanto ao interveniente principal, Sempre o conheci como homem vivendo só, sem família, afável, correto, reto, conciliador, e solidário. Nunca lhe ouvi um queixume, nem palavras de azedume. Teve sempre defeitos como os demais, mas sabia agir com índole mansa, e solidária.

 

Por motivos que sempre desconheci, porque nunca mos revelou, seus três filhos resolveram cortar relações consigo, obrigando-o a nunca poder saber nada deles, usando, como arma, o gume afiado e gélido, do seu silêncio sepulcral, proibindo-o de os procurar, fosse em que circunstancia fosse!

 

Um dia, num dos encontros regulares e diários, que mantínhamos para tertúlia, muito cauteloso, contou-me que, terceiros, lhe haviam confidenciado, que um dos seus filhos, o do meio, havia falecido, em data indeterminada.

 

Incomodado, tentou saber da veracidade de tal noticia, mas, conforme perguntava, a quem deste seu filho teria sido mais próximo, mais se adensava o não se saber de nada, num autentico carrossel de mistério, com a agravante, de saberem acrescentar, ardilosamente, que ele, seu pai, estaria perdoado, mas ambos os filhos sentiam, em relação a ele, um medo incomensurável, sem que alguma vez tivessem revelado, a verdadeira natureza desta desavença, o que fazia pairar, de forma arguta e assassina, o espetro da dúvida sistemática, criadora de factos inenarráveis nunca dantes acontecidos, que levavam, este pai, à desonra da falsa incriminação, expondo-o, e prejudicando-o, publicamente, com este seu voto de silêncio!

 

Depois de várias tentativas goradas, resolveu, em boa hora, como pai, consultar a Conservatória dos Registos Civis, onde obteve uma Certidão, do Assento de Nascimento, narrativa completa. De posse deste documento, ficou incomodadíssimo, ao ver que na referida Certidão, existia, apenso, um Registo de Óbito, que confirmava o falecimento deste seu filho, há perto de cinco anos.

 

Devido à sua avançada idade, adoeceu, de tal forma, que o seu coração coragem quase deixou de bater para sempre.

 

Uma vez recomposto, fez duas fotocópias desta Certidão, enviou-as por correio registado com aviso de receção, com um cartão de visitas, onde constavam os seguintes dizeres: «Minha homenagem póstuma a este vosso irmão, é tardia, porque as vossas cabeças de vento se esqueceram que, por meu falecimento, há partilhas a fazer, e nelas estarão incluídas, a viúva do vosso irmão do meio, quer se case novamente, quer não, e os seus descendentes. Irei providenciar, em conformidade, junto do meu advogado».

 

O rebuliço que este facto gerou, junto das suas noras, e seus netos, foi deveras eletrizante, em que elas exigiram aos seus pares, a reconciliação incondicional, sem recriminações, com o seu pai, votado ao abandono anos atrás, quem sabe, se por alguma conveniência fútil...

 

Estas zangas, numa Família portuguesa, com pergaminhos, foram apaziguadas com a presença da forte voz, do dinheiro…!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-09-12

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:38
sinto-me: bem feliz...!!!

05
Set 11

 

Um Detetive enganado...

 

Um detetive enganado, é uma ingrata recordação, que ficou presa nas suas memórias até que um dia, para se libertar de tão desgastante segredo, guardado há mais de 12 anos, resolveu procurar-me para desabafar, para se libertar de alguém a quem havia sido fiel, por amor, por convicção, mas dessa mulher havia recebido um rude golpe com a sua infidelidade.

 

Um dia, do seu longo passado, ficou estupefacto quando a sua mulher chegou demasiado tarde a casa sem avisar de que isso iria acontecer. Ela chegou descontraída, satisfeita da vida, como se tivesse sido premiada com o totoloto.

 

Como sempre, como há meses vinha acontecendo, desde que ela havia determinado acabar com o casamento entre ambos, cumprimentou-o com um olá, sem o beijar, à distância, não fazendo o mesmo, à sua  filha mais nova, ainda a pé, grudada no TV da sala.

 

Ele tentou ser simpático, mas quando a olhou de frente, olhos nos olhos, teve um sobressalto, com a radiosidade do olhar dela, com a cor dos seus olhos, que era aquela que só ele pensava conhecer bem, quando faziam amor...

 

Sentiu-se implodir interiormente, mas, de imediato, reagiu com serenidade máxima, como todo o corno manso deve reagir, juntando alguma ironia, olhando-a de frente, referindo-se a esse facto, com profunda argúcia. Ela sentiu-se apanhada. Reagiu incomodada, argumentando que era ilusão de ótica. Ele sorriu-se, e respondeu que a sua verdade escondida, um dia viria à luz dos seus quotidianos.

 

Depois disso apenas se limitou a despreocupar-se com as chegadas tardias dela, muito para além dos horários usuais, da sua profissão de professora.

 

Uma bela tarde ele recebeu um telefonema de uma mulher que desejava contratá-lo para confirmar que o seu marido lhe era infiel.

 

Foi a casa daquela cliente que lhe facultou os dados necessários para investigação.

 

Mais à noite lá se postou ele num dos locais indicados. Foi dar uma volta a pé pelo pequeno parque de estacionamento para averiguar se o carro do marido da sua cliente ali estava estacionado. Sim, estava lá, mas mesmo ao lado estava o carro da sua mulher. Sem perder o sangue frio colocou-se dentro da sua viatura para observar o que ali iria ser revelado.

 

Quase uma hora depois vê ambos chegar às viaturas e, descontraidamente, trocarem um beijo intimo, pleno de cumplicidade, de quem já se soltou, já se despediu de inibições, sexualmente falando.

 

Não foi necessário investigar muito mais. Dias depois, este meu amigo de infância, entregou a sua cliente todos os dados pedidos por ela, além da confirmação da informação, de que o seu estimado marido, lhe vinha sendo infiel, sem revelar que a senhora era sua mulher, mãe das suas filhas.

 

Semanas mais tarde a mulher deste detetive, meu amigo, resolveu pedir tréguas ao seu marido. Mas, ou por orgulho ferido, ou por medo, em vez de entrar na cama partilhada por ambos, para fazerem as pazes, preferiu, com muito pouca inteligência, tentar apanhá-lo descuidado, para o amolecer. Ele, sabendo da sua manha, resolveu ficar quedo e mudo.

 

Ambos se divorciaram amigavelmente. Até agora, ela ficou sem saber se ele saberia de alguma coisa.

 

Neste momento, sabendo que ela me lê com regularidade, e com a devida autorização do pai das suas duas filhas, resolvi dar-lhe a saber, com esta passagem das suas vidas reais, que ele sempre soube que ela lhe era infiel, com quem foi, mas por índole, desejou saber estar na vida, sem reagir abruptamente, quer por vingança, quer por ego ferido, interpretando na integra, calmamente, a partitura dos apelidados Cornos Mansos...!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-09-05

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 04:11
sinto-me: a ajudar um velho Amigo!

04
Set 11

 

Desta minha janela...

 

Desta minha janela

Olho o Tempo lá para fora

E lá de fora o sereno Tempo

Convidou-me a escrever

Peguei no meu teclado

Dedilhei-o tranquilamente

Para dele fazer seu transmissor

Da Poesia ao nascer de um Novo Dia

Li-lhe estas linhas com doçura

Ele sorrindo-se pediu-me

Partilha esta doce imagem

Com todos que estas linhas lerão

Para que de alguns recebas saudação

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-09-04

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 07:28
sinto-me: a dar-vos os bons dias...!
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