29
Out 11

 

 

Bocados da minha Vida...

 

Bocados da minha vida

São todos os meus Familiares

São todos os meus Amigos

São todos os meus Conhecidos

Bocados da minha Vida

Todos juntinhos são os meus Amores

Mas daqueles Amores que nunca se trocam

Por amores bem Diferentes

Bocados da minha Vida

São a minha única Riqueza

Mas daquelas Riquezas muito bem Geridas

 Evitando sempre uma descuidada atenção

Para que qualquer desses Bocados

Jamais se desintegre no Passado

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-10-29

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 18:20
sinto-me: Sorridente de felicidade...!

25
Out 11

 

Certas Velhas Vips...

 

Certas Velhas Vips

É vê-las ao cair da noite

Sair de casa aperaltadas

Dentro de ricos vestidos emprestados

Caras embelezadas com plásticas à borla

Lábios polpudos à moda de escarlate pintados

Descaídos num dos lados

Por tanto cigarro queimado ali dependurarem

Aqui e ali e acolá se dirigem para se alimentarem

Em jantares de sociedade dos novos colunáveis

Por conta recebendo também alguns pagamentos

Pelas suas destacadas presenças outrora joviais

Junto aos ambiciosos novos e decadentes colunáveis

Que junto a estas velhas buscam alguma fama e alimento

Para os seus paupérrimos e excêntricos egos

Depois ao raiar do dia

É vê-las regressar às suas habitações

Mais cansadas do que nunca nos seus desolados quartos

Despedem-se das roupas emprestadas

Depois de tirarem os seus corpetes inteiros

Que lhes adelgaçaram o corpo e ergueram seus peitos

Olham-se ao espelho desfeitas em lágrimas pesarosas

Por verem seus antigos e belos corpos

Readquirirem as suas formas atuais e verdadeiras

Cansadas de uma noitada eternamente espartilhadas

Deitam-se chorando de mansinho nas suas solidões

Porque aquilo que já foram cada vez o serão bem menos

Resta-lhes depositarem os cheques recebidos

Como recompensa das suas eternas e idiotas presenças

Dormem de dia em vigília com sonos entrecortados

Aproveitando almoçar os restos trazidos das festas

Anicham-se de novo em pobres lençóis até o sol desaparecer

Para mais tarde se ferirem na ronda das festas dos colunáveis

Tal-qualmente pescadinhas rabo na boca...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-10-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:27
sinto-me: a tabaquear estas questões...!

24
Out 11

 

Um Tapete Persa...

 

Lá do alto escutei barulhos estranhos

Vindos de um dos andares de luxo

Onde de uma das janelas pendia

Um belíssimo Tapete Persa

Debruçada sobre ele estava azafama

Uma criada para todo o serviço

De raqueta em punho

Zurzindo naquele lindo Tapete Persa

Para que de lá de cima

Caíssem em cima de quem passasse

Grãos e grãos de lixo

Que ao caírem sobre minha careca

Me fizeram perguntar lá para cima

Oh santinha

Será que numa casa de ricalhaços

Ainda não aprenderam para que servem

Os velhos aspiradores elétricos

Esta mulher cruel para o Tapete Persa

Lá de cima ripostou em voz esganiçada

Oh velhadas careca de uma figa

Porque não paras de ser velho resmungão

Para não incomodares quem assim trabalha..

Sacudi careca e ombros deste rico lixinho

Meti a viola no saco e de novo pés a caminho

Fazendo ouvidos moucos ao resto do responso

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-10-24

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:14
sinto-me: a melhorar a olhos vistos!

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