31
Jan 12

 

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:10
sinto-me: de coração coragem bem feliz!

27
Jan 12

 

Nostalgia…

 

Será nostalgia

Será evolução mal aceite

Será medo do Futuro

Hoje falei com o meu irmão

Olhando para o seu netinho

Recuamos no tempo

Lembrámo-nos de coisas inverosímeis

Vistas à lupa dos novos tempos

Rimo-nos a bom rir

Porque na nossa juventude

Nem sonhávamos com os dias de hoje

Nostalgia

Serão amarras ao nosso passado

Com medo de evoluirmos

Que nos fazem meditar

Aquilo que fomos

Aquilo que nos vamos tornando

Porque nunca desejámos parar

Amarrados pelos medos de evoluir

A um passado que foi a nossa escola

Outrora limite invisível da evolução

Ao presente de hoje

Meta volante para novas evoluções

Se as nossas mentes se deixam parar

Nos tempos passados

Então hoje entramos em sofrimento

Por falta de entrosamento

Resolvemos então deixarmo-nos de ser passado

Para podermos absorver e usufruir

Todas as benesses destes novos tempos

 

 M. Osório

-Peregrino-

2012-01-27

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:37
sinto-me: Muitissimo feliz...!!!

24
Jan 12

 

Tantas saudades de ti…

 

Tantas saudades de ti

Minha terra minha amada

Que me deu vontade de partir

Navegar até Angola

Mas como não tenho dinheiro

Para te rever pessoalmente

Fico-me por aqui pelos cantos

Carpindo minha dor de saúde de ti

Olhando lá sempre no horizonte

Para ver se vens ter comigo

Em forma de caravela doutros tempos

Mas por favor me vem buscar

Só quando Deus me mandar embora

Para chegar no outro lado sem saudades

Mas com muita alegria na minha alma

 

 M. Osório

-Peregrino-

2012-01-24

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:31
sinto-me: tremendamente nostalgico...!

16
Jan 12

 

De um estendal…

 

De um estendal, daqueles meio desengonçados, em que, de vez em quando, caem peças de roupa, sem pedir licença, a quem por baixo, suas roupas, estende.

 

Suspendia eu, umas calças de fazenda, quando sinto nas minhas costas, algo molhado, mas demasiado leve. Endireitei-me. O que havia poisado nas minhas costas, para o chão da cozinha deslizou. Rodei meia volta e sorri-me com espanto!

 

Oh gente, o milagre acontecera, o fio dental, bem escarlate, da minha doce vizinha, entrara-me portas adentro.

 

Com ar vitorioso, peguei em tal escarlate trofeu, tomei-lhe o peso, estiquei-o e logo, logo a imaginei de cintura finíssima, glúteos redondinhos, qual diva dos meus sonhos, quando à sua porta se me assomasse, para lho entregar, solicito…

 

Preparava-me para sair. Eis que tocam à minha porta. Abro-a, de mansinho, com o meu melhor sorriso, desejando surpreender, com toda a minha simpatia, a minha querida vizinha.

 

- Bom dia, vizinho…!

 

Era, nem mais nem menos, que o magrelas do andar acima, do da minha diva, com a sua vozinha de travesti, a perguntar-me pelo seu fio dental

 

Não perdi a compostura, mantive-me sorridente, lá lho entreguei, sem me desarmar.

 

Despediu-se com um Deus lhe pague com muita saúde, respondi-lhe, não à letra, mas com um Deus lhe pague com muitíssimo juizinho.

 

De cada estendal, deste meu prédio, ele há surpresas inolvidáveis. Umas já são do meu conhecimento. Outras vão-se-me desvendando…

 

 M. Osório

-Peregrino-

2012-01-16

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:43
sinto-me: a sorrir, com prazer...!!!

13
Jan 12

 

Um Adeus a um Grande Padre, meu Grande Amigo…

 

Esta madrugada, dei comigo na internet, a entrar num motor de busca, procurando por Calmeiro Matias. Depressa encontrei o seu blogue. Vieram-me as lágrimas aos olhos mas, logo, logo, me acalmei, ao olhar a sua fotografia, com o seu doce, e terno sorriso.

 

Intuitivamente, recuei ao passado. A última vez que falei pessoalmente com ele, foi há cerca de 6 anos. Mantivemos durante muito tempo, contacto via e-mail. Sempre leu as minhas poetagens. Sempre que podia, dava-me o seu apoio, via e-mail, incentivando-me a prosseguir. Ainda trocamos saudações, pela Páscoa, e pelo Natal. Mas, o tempo, os afazeres, e a distância, fizeram esfumar, lentamente, a minha necessidade de lhe contar sobre mim, e de escutar seus sábios conselhos.

 

Conheci-o, por me ter sido indicado por alguém, seu Amigo, como Terapeuta de Casais. Telefonei-lhe. Dias depois estávamos, eu e a minha mulher, a consultá-lo no Centro Jovem de Tabor, situado nos arredores de Setúbal.

 

Apesar dos progressos que obtivemos, na nossa evolução pessoal, como casal, a firme decisão, da minha mulher, de se divorciar de mim, tomou ainda mais força. Resumindo: Foi a atitude mais certa e mais coerente, para ambos.

 

Se valeu a pena, ter conhecido o Pe. Santos, só ele, eu, e Deus o sabemos…

 

Querido Amigo, Pe. Santos, sei que estás em bom sítio. Sei que me podes ver todos os dias. Por favor, aceita este meu singelo texto, como agradecimento, do muito que fizeste por mim, humanizando-me!

 

Segue-se um texto transcrito do seu blogue:

 

«O Pe. Santos viu agravar-se muito repentinamente o seu estado de saúde. Depois de um problema oncológico que parecia já precisar apenas de alguma vigilância, depois de operado, aconteceu que silenciosamente o cancro foi criando metástases que se espalharam muito rapidamente. Assim, em apenas um mês a sua saúde debilitou-se até partir para o Pai na manhã do dia 17 de Julho.

 

O Pe. Santos, era natural de Freixial do Campo, Castelo Branco. Nasceu no dia 9 de Janeiro 1942, o mais velho de muitos irmãos. A sua primeira presença entre nós, invulgarmente, não foi como acólito nem como seminarista… Tinha 17 anos quando, como trabalhador de construção civil, ajudou a levantar a Igreja dos Redentoristas em Castelo Branco. Entrou depois na Congregação como Irmão. Ex-trabalhador da construção e apenas com a 4ª classe. Professou na Congregação no dia 15 de Agosto de 1961. Nestas condições, ninguém acreditava que ele pudesse ser Presbítero e quando ele começou a desejá-lo as dificuldades foram muitas… No entanto, conseguiu ir estudando e avançando os anos que faltavam, ao mesmo tempo que sempre desempenhou a sua missão como Irmão na Congregação. Foi irmão durante 7 anos, em Castelo Branco, Gaia e Guimarães.

 

Fez depois os estudos teológicos em Lisboa e uma especialização em Teologia Sistemática na Universidade de Estrasburgo… Quem diria?! Foi também nestes anos que recebeu formação em Psicoterapia, actividade que exerceu até ao fim, sempre convencido que este era um serviço imenso ao Evangelho de Jesus, Libertador do Ser Humano daquilo que o oprime e escraviza.

 

Ordenado no dia 1 de Agosto de 1974, dia de Santo Afonso, entendeu a sua missão enquanto Redentorista essencialmente como uma Proposta da Fé que gera contextos comunitários em que seja possível aprofundar o Mistério de Deus e do Homem. Um e outro encontram-se no inesgotável Mistério de Cristo. Assim, ao longo de mais de trinta anos, foram milhares de cursos, palestras, conferências, retiros, semanas de formação… De maneira muito especial, trabalhou activamente como professor nos CEF (Cursos de Educação da Fé), organizados pelos Redentoristas, que percorreram várias dioceses e formaram centenas de agentes pastorais.

 

Deu volta ao país inteiro, formou grupos e pequenas comunidades em inúmeros lugares, durante alguns anos foi professor convidado de teologia num seminário em Brasília onde leccionava um trimestre, em 1997, já na Comunidade do Porto, foi-lhe entregue a missão da Formação dos Estudantes de Teologia e, nestes últimos anos, já com uma actividade itinerante menos intensa, foi o responsável do Centro de Catequese Santo Afonso, na Rua Firmeza.

 

De destacar o seu lugar como pioneiro da Evangelização pela Internet em Portugal! Foi um dos primeiros Presbíteros em Portugal a entrar nesse novo areópago… Já em 2002 criou o seu primeiro site. Desde aí, não parou. Com a facilidade de trabalho que os blogs trouxeram nos últimos dois anos, aproveitou também esse meio. E foi, acima de tudo, esse, o testemunho que deixou: um zelo incansável pelo anúncio do Evangelho, um olhar atento às oportunidades e possibilidades de transmitir a Boa Notícia da Vida que nos vem de Cristo.

 

Esse testemunho não cessou durante este último mês, quase todo em internamento… Desde o princípio viveu tudo isto com uma enorme Paz, com uma Serenidade e uma Alegria que contagiavam os que o acompanhavam mais de perto e o pessoal de enfermagem que o cuidava. Até ao fim, numa manhã de Páscoa, em que também ele, serenamente, expirou e se Passou para o Pai…»

 

  M.Osorio

-Peregrino-

2012-01-13

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:18
sinto-me: bem feliz por o ter conhecido!

05
Jan 12

 

 

Só agora dei que existo...

 

Só agora dei que existo

Que tenho este blogue

Se sou visitado e lido

Nem que seja por curiosidade

É matéria fora do meu pensar

Se ninguém minha casa visita

Para quê dizer a todo o mundo

Que vivo sem amigos diariamente

Nem o padeiro nem o leiteiro

Conseguem vender-me seus produtos

Como consumo tão pouco

Não sou nem serei um bom cliente

Sou daqueles quem lhes dá os bons dias

Acenando com uma das mãos

Porque a outra minha cabeça descobre

Em sinal de respeito

Pela minha vida passaram tantos e tantos amigos

Uns de infância

Outros da Escolinha e do Liceu

Quiçá da Tropa e da Faculdade

Mas da minha velhice ... népia

Uns já morreram

Outros para lá caminham cheios de achaques

Seus filhotes nunca me conheceram nem eu a eles

Quebraram-se laços de grandes amizades

Como quem deixa partir um copo de lindo cristal

Os cacos são varridos para o caixote do lixo

E na vitrina por lá ficou mais um espaço vazio

Onde ficam os outros bem longe do nosso olhar

Escondidos atrás das lindas portinhas da cristaleira

Não vão outras mãos aos velhos copos deixar tombar

Triste por não ver ninguém por perto

Vou espreitar os que ainda restam ao Facebook

Digo-lhes olá como lhes disse sempre

Quedo-me ansioso à espera de um sinal seu

Deles obtenho como resposta o seu duro silencio

Dou-lhes os parabéns pelos seus aniversários

Desejo-lhes umas Boas Festas

E como resposta

Nem um clique no «gosto» Facebookiano

Será que morreram e ninguém tem a sua palavra passe

Para suas presenças se tornarem em coisas que já foram

Mas nada de meu se quedou sem uma grande Amizade

Um casal jovem e bem humorado me adotou como Amigo

Ela pequenina ladina e bem humorada de coração fraterno

Ele um bom gigante Alentejano coração de oiro e nobre trato

Prefiro este afetuoso Facetoface ao outro Facebook

Porque nos saudamos

Porque conversamos

Porque rimos

Porque temos tempo para nos escutar

 

  M. Osório

- Peregrino -

2012-01-05

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 18:42
sinto-me: com dois Amigos bem humorados!

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