30
Set 12

 

Finalmente ajavardou…
 

Finalmente ajavardou

Pessoa tão importante

Que nossos destinos quer liquidar

Quer-nos vender como merda

Só porque somos pacíficos

Nós somos de carne e ossos duros de roer

E não somos de nos deixar encolher

Oh Toni Borges

Estás armado em baixo rufia

Cuidado que nós todos somos Portugal

Se não te amansas

Na tua javardice social

Na tua javardice económica

Portugal

Nós todos

O povo de Portugal

Nossas fronteiras te bloquearemos

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2012-09-30

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:41
sinto-me: revoltado...!!!

29
Set 12

 

Aos Coveiros da Saúde…
 

Aos Coveiros da Saúde

Vos dirijo a minha mensagem

Nasci naqueles velhos tempos

Onde a tuberculose grassava

Portugal quase deixou de existir

Tal foi a mortandade

Por falta de assistência medicamentosa

Logo vieram novos medicamentos

Para dizimar tal peste

Mas só os ricos e certos afilhados

Entre crianças novos e velhos

Deixariam de morrer

Uns atempadamente medicados

Outros devidamente vacinados

Os restantes seriam para morrer

Os tempos evoluíram

O Serviço Nacional de Saúde foi criado

Democráticos cuidados médicos surgiram

Depois veio este governo prenhe de dívidas

Sem imaginação para as poder pagar

Cogitaram em longas noites de insónia

Até que encontraram uma fórmula mágica

Ei-la senhores:

Vamos lá racionar os medicamentos

Para que só os ricos e certos afilhados

Entre crianças novos e velhos

Da lei da morte se libertem

Os restantes serão vítimas da Eutanásia

Mas Eutanásia autorizada pelo governo

Camuflada sob doce e pomposo nome:

Racionamento de medicamentos

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

           2012-09-29

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 04:35
sinto-me: Eutanásia oficial: NÃO...!!!

27
Set 12

 

Uma Vida de Burro…
 

Uma Vida de Burro

Com saudações asininas

Deste assumido asno

Mas olhando lá para trás

Quanta burrice fiz

Convicto de estar certo

Burrices sobre burrices

A asneirento velho cheguei

Burro mas filósofo

Congratulo-me diariamente

De que com as minhas burradas

Ter conseguido evoluir

Hoje olho à minha volta

Espanto-me diariamente

Com o escoicinhar doentio

De velhos burros meio cegos

Que de tanto zurrarem

Perdem tempo e andadura...

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

           2012-09-27

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 12:18
sinto-me: burro mas sabendo aprender!
tags: ,

22
Set 12

 

Imagem recolhida na Interte

 

 

 

Perfumes da madrugada…

 

 

Perfumes da madrugada

Generosos e plenos

Das palhas secas das mondas

Repousando assimétricas

Molhadas pelas lágrimas da madrugada

Invadiram todo meu ser

Do húmido acre do amarelo intenso

Das mondas do final deste verão

Deixo todos estes melodiosos cheiros

Invadirem toda a minha mansão

Abrindo de par em par

Todas as janelas

Todas as portadas

Do meu corpo

Da minha alma

Voltadas para as lezírias de loures

Dos meus olhos duas lágrimas rolaram

Soltas pela saudade das anharas angolanas

Aqui e ali pontuadas pelos imbondeiros

Olho sem as ver

Nelas navego até lá longe

De olhos semicerrados

Até onde a minha saudade pode alcançar

Mais do que o alcance do meu olhar

Moram os perfumes desta cálida madrugada

Que me entram pelas narinas

Que me fazem estremecer

Que me fazem renascer

Lá bem fundo de todo o meu ser

Quentes

Húmidas

Acres

Verdadeiras

Como as anharas da minha doce Angola

Plenas da Vida da Mãe Natureza

Saudades que perdurarão na minha alma

Perfumes da madrugada…

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2012-09-22

 

 

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 19:37
sinto-me: mas que saudades...!

21
Set 12

 

Vindimas…

 

Vindimas

Acordar manhã cedinho

Ao nascer deste sol setembrino

Fora das sombras abrasador

Debaixo delas tranquilizador

Tesouras de podar nas lestas mãos

São as alfaias destes artesãos

Cuidadosamente cacho a cacho

Vão podando

Vão armazenando

Em cestas levadas às costas e à cabeça

Para nos lagares as deitar

Depois dos lagares cheios

Chegam gentes de pés descalços

Que às uvas colhidas e armazenadas

Cantando cações dolentes

As vão pisando incansavelmente

Até que os pés fiquem dormentes

Até que os seus suores e lágrimas

Se misturam e temperam

O líquido assim nascido

Origem dos nobres vinhos surgidos

Fruto das gentes de pés descalços

Que à noite adormecem por desfalecidas

Sonhando que ao fim da jorna

Suas dividas poder pagar

Depois de um esforço ciclópico

Num contrato a termo incerto

Vindimas de castas mui nobres

Os que colhem e às uvas pisam bago a bago

Jamais ousam saborear esta nobre melodia

Do néctar para os ricos

Gemido do esforço dos pobres

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2012-09-21

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:52
sinto-me: satisfeito...!

20
Set 12

 

Ficar sem o que se tem… 
 
Ficar sem o que se tem

Sem ser por culpa própria

Sem abrir boca

Sem nós na garganta

Sem raiva

Sem lágrimas

Sem gritos de dor

Sem criar ódios

Sem desejos de vingança

É um exercício de coragem

Que nos levará à total Paz de Espirito

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

               2012-09-20

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 05:07
sinto-me: Feliz!

06
Set 12

 

Recordar o meu passado…

 

Recordar o meu passado

Foi tema em duas fases

Quando a vida me corria muito mal

Às minhas boas e sãs memórias recorria

Para ao amargo presente adoçar

Hoje o meu presente

Está tão equilibrado e bem feliz

Que do meu passado

Não quero nem devo recordar

Para à sua beleza nada minimizar  

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2012-09-06

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:26
sinto-me: bem feliz!

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