29
Jan 13

 

Quando nascemos…

 

Quando nascemos

Jamais imaginamos

Quanto teremos que palmilhar

Se o soubéssemos

Perguntar-nos-íamos

Será que teríamos coragem

Para vivermos todo o Futuro

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-01-29

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 03:22
sinto-me: feliz...!
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17
Jan 13

 

Os amantes…

 

 São quase horas

Da minha amante chegar

Durante o dia

Pequeno-almoço

Almoço

 Lanche

Jantar

E grande parte do meu serão

Ela está sempre ausente

Deixa-me tranquilamente vaguear

Pela minha vida diária

Quando chega a sua hora

Surge como por encanto

Sem me pedir licença

Bater à porta

Para quê

Se ela entendeu

Possuir-me durante toda a noite

Que serei dela eternamente

Assumi já o meu papel passivo

Não vale a pena resistir-lhe

Assenhoreou-se de todo o meu ser

Dominando-me os cinco sentidos

Entranhando-se em mim

Sou pasto do seu insaciável prazer

Não tem diminutivo

Adora o seu nome

É inodora

É invisível

É persistente

Não é carente

Faz-me sentir vulnerável

Nunca nutri afectos por ela

Medos mil dela sinto

Mas sou seu eterno escravo

Como se chama

Apenas uma só palavra a define

Insónia

Os amantes…

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-01-17

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:51
sinto-me: inquieto...!
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16
Jan 13

 

Pelas madrugadas…

 

Pelas madrugadas

Ela entra de mansinho

Sem pedir licença de pernoita

Instala-se à sua maneira

Teimosamente egoísta

Cabeça desperta

Olhos bem abertos

Minha mente vagueia

Aqui ali e acolá

Sempre em busca de algo novo

Desejando esquecer

Que a velha insónia não arreda pé

Quanto mais velho

Mais ela me ama incondicionalmente

Transforma minhas noites de descanso

Em autênticos pesadelos

Mal o Rei Sol aparece

Lá vem o meu sacrificado sono

Levanto os estores

Deixo a luz do dia entrar

Acomodo-me sob o edredão

Adormeço tranquilamente

Pelas madrugadas

O meu medo de morrer sozinho

Entra de mansinho

Sem pedir licença de pernoita

Instala-se incomodativamente

Não me deixando dormir tranquilamente

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-01-16

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 04:56
sinto-me: tomado pela insónia...!
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12
Jan 13

 

Esperei tempos infindos…

 

Esperei tempos infindos

Para que te abrisses a mim

Que abrisses as portas ao teu amor

A quem te amava incondicionalmente

Mas do teu coração

Nem uma janela se abriu

Por amor deixei minha terra natal

Larguei bens pessoais

Deixei lá para trás amigos de infância

Mergulhei numa diáspora abissal

Certo de que está a valer a pena

Crente e afoito continuo a caminhar

Por terrenos sem horizontes à vista

Nem respostas às minhas verdades

Parar pelo caminho para olhar lá para trás

É coisa que deixou de fazer parte de mim

O ruído de tudo e todos que me rodeiam

Deixou de me afectar

Porque decidi viver na minha paz

Feliz por nada de meu possuir

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-01-12

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 05:22
sinto-me: satisfeito com a minha vida!
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06
Jan 13

 

Passear...

 

Passear

Há muito que não o fazia

Há meses que tenho estado parado

Por motivos de saúde

Tenho estado retido em casa

Mas este sábado  não resisti a um convite

Convite tentador

Para olhar horizontes diferentes

Para arejar as ideias

Para dar um pequeno passeio

Para caminhar um pouco a pé

Quem sabe fazer meia dúzia de fotografias

A tarde estava deveras interessante

Luminosa

Temperada

Sem ventos incomodativos

Parando aqui ali e acolá

Deparei-me com uma maravilhosa paisagem

Onde a foz do Tejo sobressaia

Não resisti

Pedi para pararem o carro

Lá do alto

Olhei pelo visor da máquina

Enquadrei o melhor que pude

E fixei a imagem que encima este post

Gostei do que vi

Gostei do que fotografei

Gostei do ar que respirei

Gostei de caminhar tranquilamente

Em fim

Gostei de ter gostado de poder passear

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-01-06

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:48
sinto-me: feliz por ter passeado...!
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04
Jan 13

 

Relações cortadas...

 

Relações cortadas

É facto que nos faz sofrer

Principalmente a quem opta fazê-lo

Nunca cortei relações com ninguém

Por índole e educação

Sempre desejei que o bom senso imperasse

Quem comigo esteja de relações cortadas

Terá que desfazer este nó górdio

Sem que eu possa participar

Uma vez que foi de seu livre arbítrio

Cortar-me da sua intimidade

Se terei alegria em ser readmitido

 Confesso que nunca será como antes

Pois quem comigo cortou

Sentir-se-á deveras inferiorizado

Perante a ninha futura presença

Mas de mim para com essa pessoa

Existirá eternamente amizade

Para que se sinta bem a meu lado

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

           2013-01-04

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:45
sinto-me: de bem com a vida...!!!

03
Jan 13

 

Bateram à porta...

 

Bateram à porta

Estranhei mas fui abrir

Meus olhos olharam o belo dos teus

Sorrimo-nos

Entraste tranquilamente

Ajudei-te acomodar o trólei

Tua alegria invadiu novamente

Todo o meu ser

Por quanto tempo vais cá ficar

Olha…

É como costumas dizer

É até ficar cheia de ti

Tenho que fazer a cama de casal

Para quê tanto trabalho

Se continuas com as velhas insónias

Porque não dormirmos no sofá cama

Tu vais navegar pela nete

Eu viajarei na revisão do meu manuscrito

Quando te der a soneira

Olha…

Salta para o meu lado e faz-me companhia

Que estás para aí a escrever

Fica descansada que é lamechas

Sorriu-se acrescentando

Nada de fazer murchar as flores do parque

Suspirou

Voltei a dedilhar o velho teclado

Tentando coordenar as ideias

Dei comigo a cabecear com sono

Apenas o tique-taque do relógio de parede

Marcava o ritmo do tempo

Desliguei-me do que estava a fazer

Resolvi deslizar para junto dela

Acomodei-me lentamente para não a acordar

Suspirou serenamente

Murmurei muito baixinho

Oh que bom

Há muito tempo que não estávamos juntos  

 

Marcolino Duarte Osório

         - Peregrino -

          2013-01-03

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 01:53
sinto-me: radiante...!

02
Jan 13

 

Vencer esta crise...

 

Vencer esta crise

Foi remédio ainda não inventado

Todos a descrevem

Mas ninguém encontrou ainda solução

Apontam-se todos os dedos à nossa volta

Ninguém foi capaz de se apontar

A meu ver esta crise não nos derrotará

Se olharmos para ela com inteligência

Sim com inteligência e sem emotividade

Desde que lidemos com ela com humildade

Quem já teve e deixou de ter

Não por culpa própria

Será recompensado numa futura crise

Se a olhar com tranquilidade

Revendo os sumários das lições anteriores

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-01-02

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:56
sinto-me: tranquilo.
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01
Jan 13

 

Porquê um Adeus...

 

Porquê um adeus

Se nada ainda terminou

Foi apenas uma mudança de data

Foi apenas mais um ano

Foi apenas mais um dia

Como todos os dias acontece

Ao Sol poente

Acontecem encontros de amor

Lá vem a Lua indiscreta e sensual

Com seu piscar de olhos e sorriso misterioso

Avisar-nos que chegou a hora de voltarmos a amar

Corpos enlaçados suados e cansados

Abandonam-se sob o manto do céu estrelado

Aqui e ali riscado por estrelas cadentes

Bom augúrio para os belos amantes

As folhas do calendário

Nunca se refazem apenas são deitadas fora

As noites de grandes amores

Jamais se deitam fora

Apenas se refazem em pleno dia

Para ao brilhar das primeiras estrelas

Regressarem à volúpia dos abraços

Dos eternos amantes enlaçados suados e cansados

Voltando a amar-se sob o manto do céu estrelado

Até que o Rei Sol reapareça e as estrelas se escondam

Senti-me recortar teus lábios com os meus

Senti nos teus o calor do nosso desejo

Enlacei-te com vontade de te amar profundamente

Vacilaste

Cingi-te mais a mim

Afastaste-me

Deixei de sentir teus firmes e doces seios no meu peito

Nossos lábios se afastaram

Teus dedos dos meus se largaram

Dos meus olhos grossas lágrimas rolaram

Meu Deus

Porquê um adeus assim tão desesperado

Se nada ainda terminou

Para mim foi a redescoberta do amar alguém

Será que para ti foi apenas uma aventura

Medo da redescoberta da mudança da noite para o dia

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-01-01

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 13:31
sinto-me: bem feliz!

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