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Ago 09

Crónicas da Vida Real do Peregrino

 
Custa sempre, mas mesmo sempre, deixar pessoas e lugares, com quem convivemos, onde estivemos, e onde fomos felizes. É doloroso habituarmo-nos à ideia de que fisicamente deixaram de existir para nós, além de termos deixado de existir neles, apesar deles, por lá, continuarem. É extremamente dolorosa a presença da sua ausência nas nossas mentes, nos nossos cinco sentidos. Há quem lhe chame saudade. Chamo-lhe, singelamente, inadaptação primária.
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-08-25
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:22
sinto-me: Estranha engrenagem...!

Olá Marcolino:
O que escreveu fez-me pensar, mesmo não conhecendo as circunstâncias que o fazem escrever assim. Serão reflexões sobre o que vai "somando" e vivendo, por isso, muito suas. Apenas posso partilhar essa sua ideia de que, mesmo os que partem, permanecem..às vezes até de uma forma mais "nossa", mais interior..
Amanhã a minha avó Ascensão que faleceu há 1 ano, faria 99 anos e desde o dia da sua partida, parece que mesmo sem a ver e de ter umas saudades imensas dela, ela anda mais comigo e a levo, desde esse dia, para todo o lado..
É reconfortante e dói ao mesmo tempo...
Estranha a vida, não?
Abraço
Marta M
Marta M a 26 de Agosto de 2009 às 02:18

OLá Marta!

Nada é palpável nos nossos cérebros, todo são "impressões neuroniais". Dito assim é de uma secura sem limites. Mas analisando a questão de outra forma imagine o "espaço" que teria de ter no seu cérebro para "armazenar" tudo aquilo que aprendeu e aprendeu desde nené até aos dias de hoje. Fui sempre extremamente selectivo, nunca gostei de ocupar este meu "armazém de informação" com coisas que nunca me seriam úteis a muito longo prazo. Por isso sou de "pensamento rápido", o meu "disco rígido" não está com superlotação, nem com programas obsoletos que o tornam lento.

As emoções presentes, se não lhes baixarmos as temperaturas, acabarão por nos dominar quiçá envenenar todo o presente, mesmo fazendo, no dia seguinte, parte integrante do passado.


Sua doce Avó faleceu com a linda idade de 98 anitos. Recorde-se dela com Felicidade. Foi ela a causadora da sua existência neste lindissimo planeta azul. Cumpriu a sua Missão. Seu Corpo juntou-se à Terra e na Terra ficou, e seu Espirito seguiu para o Mundo da Inteligência. Fazer o quê? Até hoje ainda ninguém soube contar-nos como é...!

Olhe, Marta, se lhe disserem que existe Vida para Além da Vida, pode acreditar, se o desejar, mas sem materializar quem já Partiu. Isso seria transformar os entes queridos, familia, amigos e conhecidos, em amuletos e, vreia-me que, por mim, nunca gostaria, nem em vida nem depois de morto, de ser amuleto seja de quem quer que seja.

Olhe só para a minha cara, lá "do outro lado" muito danadinhoda vida porque alguém achou que eu seria santo milagreio e há que enriquecer à minha custa fazendo pagelas e medalhinhas para vender aos que, na sua boa-fé, na sua necessidade de se sentirem seguros, me adoptariam como seu amuleto.

A sua Doce Avó, passou a ser um simbolo na sua árvore genealógica, para os vindouros saberem, aqueles que se interessarem, quais são as suas origens, que seus ancestrais até são gente pobre e sem tecto, apesarde usarem nomes sonantes, porque lá calhou...

Vou dar-lhe um conselho muitisso útil: Imagine que tem entre mãos uma enorme travessa com as dimensões da sua imaginação. Coloque lá dentro tudo aquilo que a aflige. Erga-a as Céus e e diga: Eh pá, ofereçºo-te esta parafernália toda que não me deixa viver tranquilona...

Vai ver que vai dar um resultadão...!

Boa madrugada que o João Pestana está para aqui a pedir Ó-ó

Abraço

Marcolino

:)
Percebo-o.
E continuo a achar muito interessante a forma como "descomplica" as questões e torna mais rápido e abrangente o seu raciocínio. Libertando-o de acessórios, focando apenas o essencial, portanto.
Mas repare, quando disse que "a levo comigo", refiro-me a levá-la no coração. Refiro-me a que, agora que ela partiu, nunca a senti tão próxima. Parece que agora consegue entender-me e ouvir-me melhor.
Percebe?
Quanto à travessa de "parafernália" acho a ideia deliciosa...Conheço o método, mas nunca tinha pensado na travessa ;)
Obrigada, mais uma vez
Abraço
Marta M
Marta M a 26 de Agosto de 2009 às 21:15

Citando-a: «Mas repare, quando disse que "a levo comigo", refiro-me a levá-la no coração. Refiro-me a que, agora que ela partiu, nunca a senti tão próxima. Parece que agora consegue entender-me e ouvir-me melhor»
Minha opinião: Entramos então no campo Mistico, sente que é ela, dentro do seu Coração, que a acompanha para todos os lados, e lhe dá as "dicas" acertadas, se a quizer escutar melhor, normalmente quando se encontra a sós consigo mesma, ou em situações algo criticas quiçá demasiado dificeis de escolher entre o "sim" e o "não", como se fôsse o seu Anjo da Guarda, em que o complicado, num ápice, se torna simples.
Abraço
Marcolino

É isso sim. Apenas não tenho a pretensão de pedir "dicas", nem que me escuteno sentido estrito do termo...Mas que entrou em harmonia com o Todoo, com o Universo - mais próxima, portanto.
Como vai a sua saúde?
Marta M
Marta M a 27 de Agosto de 2009 às 13:34

Entendo-a perfeitamente bem!

Minha Saúde está com a Harmonia do Universo...

Abraço
Marcolino

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