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Ago 09

Crónicas da Vida Real do Peregrino

 
Terça-Feira passada foi-me apresentado um casal extremamente novo como sendo sobrinhos daqueles que tomaram essa iniciativa.
 
Como sempre adorei crianças de tenra idade fiquei encantado com a Francisca, filhota desta jovem mãe, estendi-lhe as minhas enormes mãos e ela aceitou deixar-se aninhar no meu colo.
 
Durante a conversa soube que a jovem mãe era artista de Teatro, tinha feito o Conservatório, dona de uma cultura geral agradabilissima, e que, actualmente, interpretava uma dada figura na no La Feria Piaf.
 
Perante o meu encantamento convidaram-me alá ir, para assistir a esta belissima Peça de Teatro. Argumentei com a minha falta de visão. Contra-argumentaram que tudo se resolveria a contento de ambas as partes: Anfitriã e convidado.
 
Estava receoso de ser tratado como um "coitadinho". Estava preocupado com o custo do bilhete. Estava ansioso que tudo se iniciasse porque há anos que não ía ao Teatro, principalmente assistir a um Musical do La Feria!
 
Vesti o meu levíssimo fato azul escuro, de verão, uma camisa, e gravata, de igual tom, meias e sapatos a condizer. Mirei-me e remirei-me ao espelho. SEntia-me bem estar assim vestido. Sentia ter acertado na indumetária. Sentia-me bem feliz para poder usufruir a Peça quiçá a noite também.
 
Fui ao Politiama. Cheguei à hora combinada. Telefonei para a Anfitriã. Dez minutos depois estava sentado na primeira fila.
 
Confesso que pouco vi. Mas ouvi tudo! Bebi, palavra por palavra, os diálogos! Deliciei-me com as músicas, com as vozes maviosas que interpretavam as canções, e também acompanhei a multidão, batendo palmas em pé!
 
Quando tudo acabou, senti o meu telemóvel a vibrar no bolso do casaco. Atendi. Era para ir até aos bastidores. Fui, cordialmente acompanhado, por um cavalheiro simpatiquíssimo, que a isso se predispôs e me veio procurar. Cumprimentei. Fui cumprimentado. Felicitei a minha Anfitriã que me pediu para aguardar um pouco. Não cabia em mim!
 
Trouxeram-me a casa! Para espanto meu, verifiquei que somos vizinhos, no mesmo bairro. Passo à porta deles mas nunca imaginei que, um dia, pertenceria à sua roda de amizades!
 
Estou numa excitação de adolescente, juvenil, que há muitos, mas mesmo muitos anos, não sentia!
 
Um encontro do Acaso. Uma casual apresentação. Uma frugal conversa. Uma nené chamada Francisca, um casal encantador, fizeram-me sentir feliz para o resto dos meus dias!
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-08-29
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:50
sinto-me: Felississimo...!!!

Marcolino:
Gosto tanto de histórias felizes ;)
A forma como descreveu esses novos amigos e a gentileza e atenção com que foi tratado comovem. Sorte sua que os encontrou, sorte deles que tiveram esse gesto com alguém que o sabe valorizar.
É tão bom ter um dia assim, não é?
Abraço
Marta M
Marta M a 29 de Agosto de 2009 às 22:32

Marta,
A Felicidade acntece quando menos se espera!
Bom Domingo pleno de felizes inesperados...
Abraço
Marcolino

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