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Out 09

A minha Velhice...

 
Sou um Velho
Mas daqueles velhos
Que sabe de onde veio
E até onde pode ir
Sem importunar família
Sem importunar amigos
Sem importunar conhecidos
Desejando ser sempre
Autónomo
Independente
Quão velho serei eu
Minha vida é um puzzle
Puzzle de vivências diárias
Onde cada dia é uma pecinha
Pecinha colorida
Que se encaixa bem certinha
Dentro das suas medidas
Nas pecinhas anteriores
Quantas peças tem já o meu puzzle
Tantas quantas os dias de cada ano
Vezes sessenta e sete calendários
Desde quando a este Mundo vim
Adoro a minha Velhice
Amo todos os que me rodeiam
Incluindo os que dizem veementemente
Que meus amigos nunca o foram
Quiçá jamais o desejem ser
Nunca me senti excluído
Nunca me senti sobrestimado
Vivo sem passado
Porque a isso me determinei
Para assim poder ser um velho
Bem capaz de entender
Os jovens e as suas vivências actuais
A mim mesmo me tenho dedicado
Aos outros
Pela minha acção no Voluntariado
Sonhador à fotografia me dedico
Porque amo o que me rodeia
Como passatempo a tempo inteiro
À minha doce velhice me tenho dedicado
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-10-14
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:21
sinto-me: Muitissimo feliz...!!!

Citando-o:
"Desejando ser sempre
Autónomo
Independente"
Esse é o desejo que me acompanha também e espero ter a sua sorte e consegui-lo.
Sinto que estarão lá para mim, família e amigos, se preciso for, mas gosto muito da minha autonomia.
Tem razão, amigo poeta ;)
Marta M a 14 de Outubro de 2009 às 20:24

Olá, Marta!
Autonomia e independência, não significam, a meu ver e sentir, um desligar-me dos restantes membros da familia. Significa, isso sim, poupá-los, enquanto as nossas forças, fisicas e animicas, o permitirem!
Resto de um belissimo domingo!
Marcolino

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