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Dez 09

De negro te voltaste a vestir...

 
De negro puro e duro
Te vejo dia-a-dia
Não trajando as asas de um Corvo
Mas vestindo-te do negro dos Corvos
Choras dia-a-dia
Lágrimas mal fadadas
Lágrimas de um amargor sem fim
Lágrimas em catadupa
Lágrimas caindo em cachoeira
Lágrimas em lençóis já molhados
Lágrimas de uma vida a dois
Lágrimas das lágrimas de tuas lágrimas
Deixa-me segurar
Tuas mãos entre as minhas
Segredar-te palavras de conforto
Dizer-te
Que também acredito na Vida
Naquela Vida existente além de nós
Vida Além das nossas Vidas
Ténue manto imaterial
Que nos reduz às nossas existências
Onde muitas vezes dialogamos
Com quem já saltou esta ténue Fronteira
Para bem longe
Das nossas Vidas se apartou
Mas cá na Terra
Nossas Vidas continuarão exemplares
Não pelo tempo que desejarmos
Mas sim pelo Tempo
Daquele Tempo do Tempo
Do Tempo do nosso Tempo
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-04
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:28

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