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Dez 09

É Natal, é Natal, dling ... dling ... dong ...

 
Se desencantam as nossas Almas
Tangendo Cordas de Lágrimas
Lágrimas das Lágrimas
De todas as nossas Lágrimas
Rejubilam os comerciantes
De Baús d'ouro abarrotar
Insensíveis às nossas Minguas
Delapidando-nos do que nos resta
Até nos levarem ao colectivo cadafalso
Entristecem-se os Pobres
Ficam mais desprotegidas
Os Órfãos de Pais Vivos
Ficam mais Duros de Espírito
Os Sem-Abrigo de Afectos
Os Poetas amarguram-se ainda mais
Seus Versos soam bem melhor
Suas Almas se lhes doem demais
Porque cada letra de toda a letra
Porque cada sílaba de toda a sílaba
Porque cada palavra de toda a palavra
São como adagas trucidantes invisíveis
Penetrando nas nossas mentes
Rasgando-nos as Almas em pedaços
Almas gritantes
Almas outrora transparentes
Hoje Almas sofredoras
Quase Almas deambulantes
Que em translúcidas apenas se tornaram
Deixando apenas passar uma ténue Luz
Mas aquela Luz Divina
Que aos de Fé os salva da Morte Espiritual
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-04
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:04

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