25
Jan 10

Cada qual fala de Deus...

 
Convicto da sua presença
Nunca da sua existência
Quem de Deus fala
Sente-o vivo a seu modo
Nada mais nada menos
Que a sua amálgama
De sentimentos
De dores
De tormentos
De vaidades
De maldades
De desencorajamento
De vinganças
Do espelho da sua alma
Alma conflituosa
Alma descrente
Alma já sem dono
Alma errante
Alma vingadora
Alma já sem Alma
Cada qual fala de Deus
Não como se ele fosse um Ser Bom
Mas sim um inerte muro de acusações
A quem se diz o que lhes vai na alma
Sem que ele reaja tal como todas as pedras
Aglutinadas umas às outras
Qual massa disforme de um deus malvado
Feitas à medida dos que as idealizaram
Para ali descarregarem
Seus desalentos
Suas iras
Seus desgostos
Suas inconfessáveis confissões
Quanto amargor interior
Contra aquele Deus inventado
Porque jamais o viram
Porque se sentem impotentes
Porque se dão à inferioridade
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2010-01-25
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:14
sinto-me: Não deixe murchar o Deus lindo
tags:

Olá Marcolino!

Mais uma vez um Poema forte que espelha as suas crenças e o que vê ao seu redor...

Acredita em Deus? Deixo-o com esta pergunta... Pode-me responder para o mail , se o entender...

Beijinho

Maria José
Maria José a 26 de Janeiro de 2010 às 07:09

Olá, Maria José!
Que bom vê-la por aqui logo pela manhã!
Se acredito eu Deus? Acredito a cem por cento!
Não aceito as religiões, sejam elas quais forem, nem os seus dogmatismos que me cerceiam a liberdade de pensar e agir!
Contudo considero todas as religiões como um mal necessário para aqueles que nelas busquem a Verdade!
Dia muito feliz para si!
Abraço
Marcolino

Janeiro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

13
16

20

24



mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO