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Mai 10

Recomeçar...

 

Não importa onde parei

Nem em que momento me cansei

O que me importou sempre

Foi tornar sempre possível

Necessário por imperioso

Recomeçar novamente

Para me abrir de novo ao Futuro

Acreditando em plenitude

De que serei capaz de o fazer

Mais uma vez

Tantas quantas necessárias sejam

Ah

Mas existe sempre o tal sofrimento

Transformei-o em aprendizagem

Senti-me enraivecer

Foi bom

Transformei-me num ser bem mais humano

Sentia-me só e em solidão

Esta culpa foi sempre e apenas minha

Porque me fechei aos Afectos

Isolei-me de tudo e todos

Passei a procurar-me de novo

Sem saber que para o Bem Caminhava

Quase cheguei acreditar

Que tudo estaria perdido

Até que uma ténue Luz

A tal Luz ao Fundo do Túnel

Me indicava o início da minha melhoria

Estava na Hora de Reiniciar

A minha Nova Caminhada

Deixando-me iluminar pela Inteligência

Reencontrando o longuíssimo prazer

Em todas as coisas simples

No ar que respiro

No perfume da Mãe Natureza

Numa flor que desabrocha

No pipilar dos passarinhos

Nas carícias do Sol na minha pele

Na doçura do Luar no meu espírito

No vagido de um nené

Na voz de um Ser Humano

Na simplicidade dos simples

Na humildade dos humildes

Nos semblantes sorridentes

No saudável gargalhar dos humanos

Tudo isto

Desligado de amuletos

Desligado de referências exteriores

Decidi-me limpar minh' Alma

Com mil e uma lágrimas de dor

Havia que recomeçar

Era imperioso abrir de novo caminho

Aos novos espaços mentais e físicos

Que se haviam fechado a todos

Tal-qualmente as plantas sensitivas...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-05-03

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:59
sinto-me: a incenticar-vos...!

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