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Mai 10

 

 

Redes Sociais na Internete...

 

Recordo-me do tempo, em que todos nós, nos deliciávamos escrevendo, de onde nos encontrávamos, para o resto do Mundo. Éramos os penpals friends, desejosos de conhecer coisas diferentes, desejosos de ter amigos de outros países em fim, insatisfeitos e sem amor-próprio, lá arranjávamos tempo para escrever e dinheiro para os selos dos CTT.

 

Rapidamente se passou dos e-mail's para a paranóia do Mirc, do Messenger, até às actuais redes sociais, com o seu quê de caricato, além das boas e más doses de grandes mentiras, a começar nas falsas identidades.

 

Entrei numa dessas redes porque estaria mais em contacto com os amigos de infância e a grande maioria da minha família.

 

Rapidamente muitos desejaram o meu contacto. Família, amigos, amigos dos amigos, amigos da família até desconhecidos. Lá vou fazendo a vontade a todos, menos aos desconhecidos, mas para ninguém tenho tempo para lhes contar coisas, nem eles a mim...!

 

É como se estivéssemos todos na Missa Dominical, muito perfiladinhos, nos saudasse-mos, efusivamente, no Abraço da Paz do Senhor, mas continuamos sem saber de cada um de nós, depois do do Santo Ofício terminado. À saída, no átrio, meio minuto de olás, com sorrisos circunstanciais, à mistura, mas de humano, nada em concreto!

 

Mas como tudo exige defesa, dentro das redes sociais existem pequenos grupos, grupos de familiares, cujo acesso é restrito, é deveras passado a pente fino, não vá o diabo tece-las, e quando se resolve a tecer, há sempre um Anjo da Guarda, dos óptimos, bem avisado, nestas coisas, que grita alto e bom som: CUIDADO...!!!

 

Por outro lado, o tempo útil, de que dispomos para, dentro do socialmente correcto, trocarmos ideias, quiçá opiniões, é deveras escasso, e assim as chamadas redes sociais converteram-se em Feira de Vaidades, em óptimos veículos de introdução da Publicidade Grátis a bens e Serviços que, a vaidade individual dos consumistas, vai colocando nas suas páginas e, gratuitamente, lá vão convidando os da sua rede adoptar tal e tal marca...

 

Há dias atrás, um colega destas lides, das redes sociais, perguntou-me se conhecia determinada fulana que se fazia passar por mais velha e com um estatuto social bastante destacado. Disse-lhe que sim, mas que fosse fazer certas e determinadas averiguações, através de amigos comuns, com acesso a certas informações não confidenciais, mas de difícil acesso.

 

Este jovem advogado, interessado na referida senhora, ainda bem jovem, socialmente usando um nome falso, não se desmanchou, e confrontou-a com as mentiras que ela estaria a usar, mais como caçadora de fortunas, e bem-estar, do que bons propósitos, para construir um novo lar.

 

Redes sociais, escrever mais para quê...?!

 

Tenham um Bom Coração!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-05-17

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 06:29
sinto-me: que tenho um Bom Coração...!

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