20
Jul 10

Mas que saudade...

Tenho mesmo vontade de gritar

Dizer em versos desrimados
Que Angola é minha terra linda
Terra  mais linda que Mulher
Com olhos grandes e amendoados

Olhos meigos e inteligentes
Com sorriso aberto e verdadeiro
Ar simples descomprometido
Aquele ar de braços abertos

Que nos abraça de saudade

Quando seu amado vem de longe
Angola Alma grande para lá aos Céus
Que nos dá ordens para regressarmos
Que nos escreve suplicante

Como Irmã mais Velha dos Angolanos
Que nos faz parar de andar a toa
Meios  perdidos no Kalunga
Aquele Kalunga dos nossos sentimentos
Umas vezes com kalemas
Nas outras de mar adormecido
Quantas vezes hanharas do Namibe
Com welvitchias e Cabras Leque
Namibe das areias ferventes
Enquanto o Rei Sol
Aquece os pastores mukankalas
Namibe das noites gélidas
Onde nem cobras nem lacraus
Gostam de andar ao Luar
Mas como não aguento mais saudade
Aqui lhe deixo minha mukanda

Tô ficando velho e cansado demais

Para te rever de como eu gostava

Beber de novo água do Bengo

Comer sange com pirão e dendê

Acompanhar com katembe sempre

Fazer amor até mais não poder

Mesmo nas outras noites sem Lua-cheia

 Angola que me ficou no sangue

Terra das minhas saudades

Mãe dos meus amores de jovem!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-07-20

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:46
sinto-me: de coração saudade...!!!

Que lindo este abraço de saudade Marcolino! Um coração preenchido que contagia quem o lê.
descobrirafelicidade a 20 de Julho de 2010 às 12:12

Olá, Teresa!
Obrigado por este seu elogio, o que me vem ajudar a continuar com os meus escritos!
Abraço
Marcolino
©Marcolino Duarte Osorio a 22 de Julho de 2010 às 05:31

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