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Dez 10

 

Esta crise do Açúcar...

 

Acordou-me para certas realidades

Aquela parte amarga de todos nós

Escondida quando nada nos falta

Mostrando-se a luz do dia quando há faltas

Os afetos deste Natal desapareceram

Foram substituídos pela má disposição

Porque açúcar aos pacotes faltou

Repentinamente

Nem a Wikileaks vanguardista dos escândalos

Sequer sonhava que o açúcar iria faltar

Os amargos de boca que tem causado

A Portugal inteiro

Ficaram sem açúcar para se retemperarem

Imaginem-me diabético como sou

Sem vontade alguma deste bem açucarado

Entrar aqui ali acolá

Para comprar artigos de higiene caseira

E trazer como complemente dois quilos de açúcar

Não por cabeça

Apenas contando com a minha que vivo sozinho

Mas por local de venda ao público

Entrei num hipermercado

Comprei uma pasta de dentífrica

De lá saí com açúcar não necessário e uma pasta dentífrica

Noutro comprei um par de meias

De lá saí com açúcar não necessário e um par de meias

Ainda noutro e noutros comprei coisas desnecessárias

Só para por cada artigo trazer dois quilos de açúcar extra

Minha casa virou grande açucareiro

Quando açúcar não posso comer apenas o sintético me adoça

Que fazer pergunto eu em face de tanto açúcar angariado

Resolvi estar caladinho sem disto dizer seja a quem for

Mas guardando em lugar fresco e seco tanto açúcar angariado

Oh meu querido e doce Amigo disse-me certa voz ao ouvido

Já te imaginaste nesta crise de falta de afetos

A recolher de dentro de ti mesmo certos afetos escondidos

E colocá-los ao teu bom serviço para que todos a tua volta

Se sintam cada vez mais felizes e confiantes

Mesmo os que foram postos de parte pelos seus familiares

Porque deles já não necessitavam além de lhes darem trabalho

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-12-13

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 05:04
sinto-me: de sorriso de orelha a orelha!

A minha vontade é mesmo de lhe enviar um sorriso de orelha a orelha! :)
... e o mais doce que saiba ou possa, a desejar que não entre em crise a doçura de afectos de que fala!
Beijinho
Isabel!
Isabel Maia Jácome a 13 de Dezembro de 2010 às 09:49

Um beijinho para si também, Isabel!
Marcolino
Marcolino a 13 de Dezembro de 2010 às 22:42

Olá Marcolino

Faço minhas as palavras da Isabel, pois a minha vontade é mesmo de lhe enviar um sorriso de orelha a orelha. Foi com um sorriso imenso dentro de mim que li este seu poema. Especialmente hoje que "sofri" na pele esta falta de açúcar. Tenho um supermercado mesmo em frente de casa e nunca faço reservas. Acordei (literalmente) com a falta de açúcar em casa.Não tive a precaução do Marcolino e... nada de açúcar em lugar algum. Valham-me os afectos que tenho guardados dentro de mim. Um abraço afectuoso
descobrirafelicidade a 13 de Dezembro de 2010 às 20:07

Olá, Teresa...!!!
Que bom poder le-la!
Que bom ter podido escrever algo que a fizesse dar o seu óptimo sinal de Vida que nos ajuda a Descobrisafelicidade...!
Ando sempre a olhar para as suas janelas quando passo pelo o seu Blogue, sempre na esperança de que tenha aberto os estores, para se nos mostrar no seu melhor, no melhor que tem com a sua comunicabilidade...!!!
Querida Amiga e Conterrênea, por favor, regresse a todos nós, para que com as suas indicações, conheçamos o melhor possivel, aquele tão antigo, e tão desejado Mundo do se Descobrirafelicidade!
Um abraço de grande amizade,
Marcolino
Marcolino a 13 de Dezembro de 2010 às 22:41

Marcolino
E mais uma vez me fez sorrir... E olhe que hoje estava bem precisada. Eu agora estou noutra casa (http://optimismoemconstrucao.blogspot.com/). Embora só tenha decidido voltar à blogosfera por ser em equipa, as minhas colegas, que nunca foram dadas a este mundo, ainda não se entusiasmaram para escrever e por isso este novo blogue ainda está muito no estilo da minha anterior casa. Apareça por lá, mesmo que silencioso. É sempre bom ter a sua companhia. Uma feliz noite para si

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