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Fev 11

 

O mêdo de Morrer sozinho...

 

Tanto se especula com este facto

Fazendo-nos crer que é mesmo horrível

Só quem como eu

Por já ter sido acometido por doença súbita

Pode avaliar do sofrimento

Sim é verdade

Um problema cardíaco fez com que desmaiasse

Não sei por quanto tempo fiquei naquele estado

Fui acordando aos poucos

Corpo dormente e gelado

Cara e mãos da mesma forma

A pouco e pouco fui vendo que ainda existia

Minha pele parecia grossa e como cortiça

Mexia os olhos

Cansado pensava apenas em mim

Uma voz dentro de mim soou

Ordenando-me para que não entrasse em pânico

Voltei-me de barriga para baixo

Rastejei até ao meu quarto

A custo subi para a cama

Onde do intenso frio me resguardei

Meu corpo começo aquecer lentamente

Senti-me seguro e adormeci

Já o sol passara pelo zénite

Quando acordei lentamente

Todo o meu corpo doía principalmente o peito

Fui tomando consciência do que deveria fazer

(... ...)

 Já na cama do hospital fui pensando no acontecido

Confesso que se tivesse morrido

Nem dor corporal teria sentido

Minha Alma estaria já do outro Lado

Meu corpo permaneceria apodrecendo no chão da sala

Até que alguém conta se desse...

(... ...)

Pelos relatos dos média perante estes casos

Sofre mais quem cá fica do que os que morrem sós

Sofrem mais porquê?!

Com o medo da Morte em Solidão

São desmesurados nas suas imaginações doentias

Pensado erradamente que morrendo acompanhado

Seja por quem for

O Sofrimento deixa de existir

Oh santinhos

Acordem para a Vida e deixem de ser medrosos

 

Marcolino Duarte Osório 

- Peregrino -

2011-02-14

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:19
sinto-me: que nunca houve que ter mêdo!

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