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Mai 11

 

O Poço do Borratém...

 

O Poço de Borratém será possivelmente o local de uns banhos árabes. No Aquilégio (1726,265) é a seguinte a descrição: “Em Lisboa Ocidental, chegado às Casas do couto dos Marquezes de Cascaes, está o grande poço do Borratem, muy abundante de agoa, de que bebe a mayor parte da sua vizinhança; a qual he comuummente reputada por boa para os que padecem achaques de calor, assim bebendoa, como tomando banhos nela, do que fez algumas observações o doutor João Curvo Semedo”.

    

Estas observações de Curvo Semedo foram publicadas em 1697 com o título ”Polianteia Medicinal”.

 

Depois do Terramoto de 1755 a suas águas ganharam má fama, mas Francisco Inácio dos Santos Cruz, em  Proposta sobre a Topografia Médica de Lisboa e o seu Termo, feita ao Conselho de Saúde Pública do Reino, defende a qualidade das águas do poço. Por essa época o poço é revestido por nova cobertura com dois alçapões.

 

Por volta de 1900 novas obras, transformam o poço num chafariz - depósito  com duas torneiras, enchido pela pressão da água, correndo o excesso a nível do chão para duas bacias (estrutura que se conserva). Da década de 1950 a iquinação das suas águas levam ao seu encerramento.

 

Em 1986 inicia-se a recuperação do espaço sobre orientação da arqueóloga Ana Rolo. Em 1996 o edifício é transformado no Hotel Lisboa –Tejo, que conserva anexo à recepção, o velho Poço do Borratém. É de remarcar e louvar esta iniciativa privada na preservação  patrimonial.

 

Dados obtidos através de um texto anónimo publicado na internete.

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-05-05

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 04:27
sinto-me: bem feliz...!

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