03
Abr 13

 

Intelectualidades…

 

Intelectualidades

Há tantas

Conheço duas pessoas

Bons de intelecto e sem complexos

Um é um Intelectual de Embondeiro

O outro é um intelectual de Chaparro

O de Embondeiro

Desabafa pela escrita muito devaneada

Seus anseios irrealizáveis

O de Chaparro

Lá de cima do seu galho

Olha todos à sua volta

Da sua janela indiscreta

Fixando nos seus filmes

As realidades dos demais

Embondeiro e Chaparro não se esgrimem

Gostam de conversar em amena cavaqueira

Entremeada com bom uísque

Muita cigarrada à mistura

E… já agora…. Venha lá mais um cafezinho

Findo o devaneio

Seguem rumo às suas casas

Onde rebuscam nas velhas memórias

Aventuras já passadas

Em terras de Embondeiros e Saguins

Quiçá num dado Monte Alentejano

Cercado de Girassóis

Para alimentarem os temas das suas tertúlias

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-04-03

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:02
sinto-me: alentejar...!

19
Mar 13

 

Feliz Dia do Pai…

 

Feliz Dia do Pai

Quem tendo ou mesmo não tendo

Festeja este alegre e feliz dia

Desejando a todos os Pais

Em particular ao seu

Feliz Dia do Pai

Recordo-me com muita saudade

Do Grande Pai que tive

Eras exigente

Eras convicto

Eras justo

Eras meigo

Eras moderno

Eras destemido

Eras protector

Eras um Ser de afectos

Acima de tudo e todos amavas a Família

Eras Amigo do teu Amigo

Davas a mão a quem ajuda te pedia

Querido Pai

Feliz Dia do Pai

Recordo-me de ti com muita saudade

Do Grande Pai que foste

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-03-19

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 05:17
sinto-me: por ti, meu Pai!

13
Mar 13

 

Olho este copo…

 

Olho este copo

Com vontade de o ver cheio

Não de água nem de vinho

Mas sim de muitas moedinhas

Para que ao final deste dia

Ao regressar à minha barraca

Possa comprar uma malga de sopa

Meio pão do Alentejo

E assim aconchegar meu vazio estômago

Passam tantos e tantos por mim

Uns olham-me com nojo

Outros com desdém

Outros apenas me ignoram

Mas entre tantos milhares de passantes

Há sempre uma alma bondosa

Que me acorda da letargia

Lançando para dentro deste copo vazio

Uma pequenina moedinha castanha

Sempre bem-vinda

Sempre bem recebida

Que me faz antever a minha satisfação

De poder tomar uma sopinha

E rilhar pão do Alentejo

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-03-13

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 11:38
sinto-me: constrangido...!!!

26
Fev 13

 

Vai um xarro…

 

Vai um xarro

Ú kê

Perguntas-me tu

Sim

Já alguma vez te xarraste

Oergunto-te eu

Homessa Peregrino

Kual é a tua meu

Estás a desatinar men

Olha Ká oh meu delambido

Achas assim tão mal xarraste-te

Só porque isso é dolo

Só porque isso é pecado

Só porque isso é dar cabo do coirão

Só porque isso é dar cabo do cérebro

Estás a dar-me razões mil e a meu favor

É só ligares às noticias das Tv’s

É só ligares ao canal da AR

É só leres as escrivinhadelas nos Jornais

É só olhares à tua volta

Logo mal te sentirás

Tonto zonzo bronco como se tivesses xarrado

Vai um xarro

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-02-26

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 01:41
sinto-me: a dar vivas aos xarros...!

25
Fev 13

 

Desabafar…

 

Desabafar

Ai de todo o meu ser

Se não me desse ao desabafo

Acabaria por morrer

Quiçá corpo e alma suicidar-me

Por me ter reprimido

Desabafar

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-02-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:48
sinto-me: gosto assim de mim...!

 

Olhando as flores…

 

Olhando as flores

Pelo caminho que faço diariamente

Dá-me vontade de as brindar com poesia

Porque enchem a minha alma de alegria

Tornam meus pensamentos mais doces

Secam teimosas lágrimas sem tino

Sedentas de rolar pelas minhas faces

As flores são lindas

Brancas amarelas e azuis

Pacificam e tonificam a minha velhice

Curioso paro olhando-as

Sem vontade de as colher

Para não roubar a vida nelas contida

Pelo caminho gosto de ver as plantinhas florir

Desde o botão até a sua plenitude

Às flores por onde caminho

Dá-me vontade de as brindar com poesia

Pela sua garridice e os seus doces sorrisos

Porque enchem a minha alma de alegria

Olhando as flores

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-02-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:11
sinto-me: nostalgico...

13
Fev 13

 

Porque escreves…

 

Porque escreves

Pois é

Hoje fui confrontado

Com esta pergunta tão directa

Quanto ao criticismo nela latente

Respondi que a minha vida actual

Me permite passar o meu tempo livre

De forma feliz com dois passatempos

A escrita

Fisicamente parado mas de mente activa

Que me faz descrever factos passados

Alguns do presente fugindo à futurologia

A fotografia

Que me faz palmilhar quilómetros a pé

Olhando as paisagens com prazer

Fazendo sobressair o belo ainda escondido

E já agora te pergunto

Porque não escreves tu

Quanta volta já o teu mundo deu

Quanta experiência adquirida

Porquê não nos descreves

Todas as tuas vivências diárias

Para que possamos contigo aprender

Eis a minha resposta a tua pergunta

Porque escreves…

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-02-13

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 04:22
sinto-me: estou bem feliz...!
tags:

11
Fev 13

 

No Dia dos Namorados…

 

No Dia dos Namorados

Porque não haveria de estar contigo

Tens morto a minha solidão

Tens-me dado afectos

Tens-me equilibrado sexualmente

Desejas andar de todos escondida

Porque a todos os homens pertenceste

Sei muito bem quem foste

Porque foi nesse mundo que te conheci

Foi nas noitadas de Lisboa

Que nos apaixonamos

Comemos sardinha assada

Bebemos copos de tinto

Riamo-nos felizes da vifa

Nos dias de calor

Acordava-mos separados

Nos dias de frio bem agarradinhos

Já lá vai tempo em que foste aguerrida

Hoje procuras em mim a tua segurança

Ai de quem pense em ousar intrometer-se

Entre ambos

Tu continuas a reagir como fêmea protectora

E eu como se teu amo e senhor o fosse

Adoraste-me logo de início

Porque te apareci sem passado atrelado

Manterás segredo do teu passado

Se assim o entenderes

Porque ainda não fizeste dele a tua Tatuagem

Acho-te engraçada e ladina

O teu corpo já foi peça de cristal na montra da Vida

Hoje está velho e cansado de tanto ter sido usado

 Buscamo-nos um ao outro não sabemos o porquê

Mas que nos sentimos bem lado a lado

Comendo broa com sardinha e chouriço

Regada com a vinhaça da casa

Sentados numa das mergens do Tagus

Essa é a grande verdade

Já agora explica-me

No Dia dos Namorados

Porque não haveria de estar contigo

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-02-11

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 03:16
sinto-me: apaixonado por ti...!!!

09
Fev 13

 

Com muita alegria…

 

Com muita alegria

Ainda recordo a minha juventude

Em casa dos meus tios avós

Férias de verão

Passadas tranquilamente

Numa pequena aldeia transmontana

Marmelal

O comboio ainda era vapor

Apeava-me perto do Peso da Régua

Cheirava a carvão queimado

As roupas transpiradas cobertas de fuligem

Davam-me aquele ar emporcalhado

De viajante vindo da cidade

Atravessava o Douro de barcaça

Montado num burrico subia a ingreme encosta

Até à velha casa de granito dos meus tios avós

De onde se via o rio Douro

Escutavam-se os silvos do apito do velho comboio

O calor era intensamente abrasador durante o dia

As noites eram mais mornas do que frescas

Pela madrugada o fresco pairava sobre a aldeia

Revigorando as vinhas de Vinho do Porto

Uma vez chegado lá cima

Metia-me no velho e grande tanque de regas

Onde me refrescava e recuperava energias

Pelas doze e trinta almoçava-mos ligeiro

Pelas dezanove jantava-mos a preceito

O serão era passado na fresca varanda

De onde saboreava-mos a linda vista sobre o Douro

Conversando sobre as gentes da aldeia

Perspectivando sobre a colheita das uvas

Pelas vinte e duas era hora do deitar

Pelas seis da manhã todos acordavam

Porque dali a cinco horas

Gente e animais

Só à sombra tinham vontade de estar

Pela fresca caminhava pelos vinhedos

Acompanhando meu tio-avô

Aprendendo a olhar com olhos de ver

Cada cacho de uvas pretas

Cobertas com o pó daquela linda encosta

Socalco a socalco olhados e descidos lentamente

 Chegava-mos ao limite daquela grande propriedade

Para cima regressávamos montados em dois burritos

Os dias passavam quentes preguiçosos

Mas rápidos demais para as minhas férias de veraneio

 Regressava como havia chegado

No velho e lento comboio a vapor

Em Campanhã lá estavam meus avós

Admirados por ter a pele tão tostada pelo sol

Rumava-mos para a Póvoa do Varzim

Onde o frio e o nevoeiro dos verões à beira mar

Contrastava com o grande e lindo sol de Trás-os-Montes

Com muita alegria

Ainda consigo recordar a minha juventude

Em terras de Portugal

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-02-09

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 12:56
sinto-me: bem feliz

07
Fev 13

 

Do colorido do meu teclado…

 

Do colorido do meu teclado

Povoado de amorfas teclas

Cada uma com seus caracteres

Dedilhadas apressadamente

Nascem estórias da minha vivência

Mescladas de estados d’alma

Alma a mim só pertencente

Que a uns torna entristecidos

Mas que a outras almas alegra

Não escrevo para outrem agradar

Deixo apenas que saltem de mim

Todas as vivas cores do meu Arco-íris

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-02-07

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 01:39
sinto-me: de alma renovada...!

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