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Jun 12

 

Alentejo…

 

Alentejo

Planícies imensas

Douradas pelo cáustico Sol

Que de Verão

Queima a tez do seu povo trabalhador

Que de Inverno

Não chega para aquecer as suas carnes

Que de Primavera

Os iludem com Sol de brando aquecer

Diariamente dobrados de foice em punho

Mondando as ervas daninhas do seu bom Trigo

Os solidarizam diariamente nas noites geladas

Passadas ao relento corpos cansados e magros

Aconchegados uns aos outros resguardando-se

Num ganha-pão diário duro de roer

Que lhes dá a coragem de grandes Seres

Que lhes torna a mente arguta e o espirito manso

Solidários como a outros povos nunca se viu

Alentejo

Verdadeiro alfobre de gente inteligente

Nunca independentes por terem sido escravizados

Alentejo

Gente de bondade imensa

Gente de rosto sulcado de rugas de tanto sofrer

Gente de sorriso aberto

Onde não se distingue o sofrimento da sua alegria

Alentejo

Planície de um povo bravo e hospitaleiro

Amigo que protege o seu amigo

Qual sombra de chaparro nos dias de canícula

Alentejo

Terra de gentes solidárias

Terra de quem sabe querer parar de sofrer

Terra de quem luta pela sua liberdade

Terra de nómadas assalariados

Que tudo tratam mas nada de seu possuem

Que ao chorar de tanto sacrifício

Suas lágrimas secam antes de tocarem o solo

Alentejo

Planícies imensas pejadas de latifúndios

Povo escravo dos latifundiários

 

© M. Osorio

 - Peregrino -

  2012-06-05

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:53
sinto-me: feliz!
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