19
Jul 12

 

O meu amigo cigano faleceu…

 

O meu amigo cigano faleceu

No seu velório ontem estive presente

Pertencia a uma grande comunidade

Comunidade não nómada

Comunidade de comerciantes

Estive presente no velório

Estive a homenageá-lo

Estive a comunicar com a sua família

Apresentando as minhas condolências

Deixou um lugar vago no meu coração

Deixou saudades na minha alma

Tornamo-nos grandes amigos há longo tempo

Era bem mais novo que eu

A morte repentina e implacável levou-o

Deixou uma linda viúva e seus dois filhotes

Cheguei tarde demais para lhe dar um abraço

Fiquei sem palavras para o homenagear

Sua morte súbita perturbou-me imenso

Laconicamente apenas isto vos sei escrever

O meu amigo cigano faleceu…

 

© M. Osorio

 - Peregrino -

  2012-07-19

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 04:41
sinto-me: muito triste...!!!

01
Jan 11

 

A minha Oração...

 

Que te dirijo

Neste primeiro dia de 2011

É um simples pedido

De quem encontrou Deus

No seu Caminho

Oh Senhor Deus

Pai de Jesus e nosso Pai

Por favor

Fazei-me re-encontrar

A minha sólida Face

Para que de hoje em diante

Jamais me torne em auto-agressor

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-01-01

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:03
sinto-me: sem engrenagens do ,eu Passado

14
Dez 10

 

Preocupar certo Amigo certo...

 

Que me conhece há já 58 anos

Parece que virou cena diária

Porque me esqueço sempre

Puro desleixo apenas e mais nada

De levar o telemóvel comigo

Vá para onde for

Fomos sempre despreocupados

Reinadios e estouvados

Acima de tudo e todos

Amigos e Cúmplices inseparáveis

Para o ano ele já faz setenta

E eu os que ele já tem hoje

Já nos vimos em palpos de aranha

No Liceu

No Desporto

Na Guerra

Na Vida

Na saúde

Tudo superámos com alegria e pés ligeiros

Mas hoje sentimo-nos bem mais perto do fim

Olhamo-nos nos olhos interrogativamente

Como que tentando adivinhar

Onde

Quando

Como

Nossos corpos belos e atléticos d'outrora

Foram tomados pela velhice do muito e mau uso

Nossas memórias pregam-nos partidas

Falham de quando em vez

Olha pá

Aquele velho ali sentado foi nosso colega no Liceu

Diz um

Nosso colega no Liceu ... deves estar a delirar

Diz o outro

Grande apagão te está a dar

Diz o primeiro

Então vamos lá perguntar se é ou não quem pensamos

Frente ao Desconhecido

Curiosamente olhando de frente para nós dois

Lá fizemos a tal pergunta sacramental destas ocasiões

N Ã O...!

Respondeu secamente como que correndo connosco...

De sorrisos amarelos regressados aos nossos lugares

Chamamos o garçon para nos servir mais dois uísques

Não só para ajudar a digerir a almoçarada

E já agora porque não o N Ã O do tal Desconhecido

Mas também para nos soltar as línguas

E faze-las contar coisas e loisas daqueles tempos do Liceu

O tal do N Ã O lá partiu rumo à porta

Ainda hoje estamos para saber se seria ou não o tal colega

Nossas memórias pregam-nos partidas

Falham de quando em vez

Nossos estômagos também

Já não digerem como o faziam dantes

Há que comprar pastilhas digestivas para azia quebrar

Olá cá meu Amigão

Não leves a mal esquecer-me do telemóvel

P R O M E T O

De agora em diante levá-lo sempre comigo

Para saber qual dos dois morreu primeiro

A propósito

Quando voltamos ao Torrão

Para uma belíssima Carne de Porco Preto, à Alentejana

Regada com o belo Borba

Como digestivo o nosso Logan

Fica descansado que levarei as pastilhas

E também o meu telemóvel...!!!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-12-14

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:23
sinto-me: amigo deste amigo Certinho...!

23
Jan 10

Saber estar na Vida...

 
Ele foi rejeitado
Por Amigos e Família
Passou a viver isolado
Sem ter alguém
Que dele se interessasse
Foram anos de ruína
Foram anos de dissabores
Foram anos de isolamento
Foram anos de abandono
Um dia
A Sorte bateu-lhe à Porta
Em forma de dinheiro
Tanto e tanto era
Que resolveu manter-se isolado
De todos quanto de si se isolaram
Resolveu mudar de vida
Mudou-se de local e residência
Passou a morar mais a seu gosto
Mais de acordo com a sua fortuna
Um dia
Alguém de um antigamente recente
Lhe perguntou
Se tinha repartido com os filhos
A Fortuna que tinha em mãos
Apenas respondeu ironicamente
Tê-la-ão sim
Mas só depois de eu morrer
Porque quem de mim se apartou
Sem razões aparentes
A mim virá sem a Razão dos Dinheiros
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2010-01-23
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 09:24
sinto-me: Ele há coisas...!

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