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Jun 11

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Morrer-se jovem...

 

Morrer-se jovem

É coisa que dói fundo

Nas Almas de quem Alma tem

Meus filhos na sua adolescência

Pediam-me teimando comigo cegamente

Para que os deixasse sair à noite

Com outros jovens como eles

Para se divertirem a sua maneira

Opus-me sempre

Porque imprevistos existem a cada esquina

Mesmo que só aos outros possa e deva acontecer

De Pai Querido

Pai Porreiro

Pai Compincha

Em minutos passei a Kota Déspota e Execrável

Porque aos filhos não lhes soltava as rédeas

Nada mesmo

Porque alguns Jovens aqui do bairro à Rédea Solta

Rapazes e raparigas

Alguns haviam morrido

Outros Paraplégicos haviam ficado

E eu havia apostado

Havia jurado a mim mesmo

Jamais me veria a visitar a Campa de um Filho Jovem

Só porque no regresso da Curtição tivesse perdido a Vida

Jamais receberia um certo olhar profundamente critico

De um filho Paraplégico Imobilizado numa Cadeira de Rodas

Que me dissesse em silêncio olhando-me olhos nos olhos

Paizinho porque não me proibiste e me deixaste ir Curtir...

Confesso-vos que prefiro ser considerado como um Pai Déspota

Que das travessuras inconscientes dos filhotes sempre os protegeu

Nunca os tivesse deixado Morrer Jovens

Jamais os tivesse ajudado ao Suicídio Assistido

Jamais os tivesse entregue ao Grande Castigo dos Paraplégicos

Morrer-se Jovem...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-06-29

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 09:23
sinto-me: triste por teres morrido!

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