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Mai 11

 

Gerações da Violência...

 

Acordei manhã cedinho

A Alvorada estava de abalada

O céu predominantemente azulão

Não conseguia fazer-me receber sua Paz

Porque me sentia assombrado

Porque me sentia vulnerabilizado

Com tanta violência à minha volta

Violência no masculino

Violência no feminino

Violência já instalada violência alicerçada

Violência não imberbe

Violência em Vasos Comunicantes

Violência semeada de ódios de morte

Onde só a semente do amor deveria existir

Violência Arrogante das cegueiras da Arrogância

Violência verbal violência continuada

Violência do Silêncio como o da Morte o é

Violência da indiferença violência do abandono

Juventude violenta novos fazedores de guerras

Matam-nos com a frivolidade da sua violência

Suicidam-se violentamente os de menor violência

Porque os restantes só na violência se conseguem impor

Quem deseja ser feliz rechaçado será violentamente

Como fico eu perante tudo isto pergunto-me

Entrego-me nas Doces Mãos de deus

Peço-lhe para não me deixar envolver pelos açougues

Que de gadanha em riste buscam violentamente

Os que não deixaram  de Cultivar a Paz a Partilha e o Amor

Para que deles nem suas memórias se consigam perpetuar

Gerações da Violência imperam a olhos vistos

A pouco e pouco as gerações do Peace and Love

As Baladas de Amor os afagos de carinho e os Afetos

Serão estórias perdidas na História do evoluir dos tempos

Gerações da violência nem conta se dão quão violentos são

Mas existirão muitos que a esses tais Seres violentos

Sem medo que sejam violentos os Amem sempre

Porque até um que faz gáudio da sua violência deve ser amado

Um dia Cristo disse: Saulo..., Saulo..., porquê a nós queres tirar a vida

Assim Saulo deixou de ser violento e Batizou Jesus de Nazareth

Nas doces e mansas águas do Rio Jordão

Os novos Violentos serão os Saulos do Futuro

Que a tal de Paz trarão de novo a este Mundo conturbado por sem rumo

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-05-31

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:34
sinto-me: que os violentos merecem amor!

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