25
Fev 13

 

Olhando as flores…

 

Olhando as flores

Pelo caminho que faço diariamente

Dá-me vontade de as brindar com poesia

Porque enchem a minha alma de alegria

Tornam meus pensamentos mais doces

Secam teimosas lágrimas sem tino

Sedentas de rolar pelas minhas faces

As flores são lindas

Brancas amarelas e azuis

Pacificam e tonificam a minha velhice

Curioso paro olhando-as

Sem vontade de as colher

Para não roubar a vida nelas contida

Pelo caminho gosto de ver as plantinhas florir

Desde o botão até a sua plenitude

Às flores por onde caminho

Dá-me vontade de as brindar com poesia

Pela sua garridice e os seus doces sorrisos

Porque enchem a minha alma de alegria

Olhando as flores

 

Marcolino Duarte Osório

          - Peregrino -

          2013-02-25

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:11
sinto-me: nostalgico...

28
Fev 12

 

Tês mil velhotes morreram…

 

Três mil velhotes morreram

Só numa semana

Mas que horror dirão muitos de nós

Mas que alívio dirão os familiares

Mas que alívio dirá o Governo

Mas que bom dirão os gulosos Cangalheiros

A mim não me espanta

Porque a mim ainda não afectou

Porque quando a mim a Morte chegar

Serei um alívio para os meus familiares

Com gáudio para os do Governo

Para alegria dos Cangalheiros

Porque serei um entre muitos

A contribuir com a minha morte

Para o bem-estar das finanças de Portugal

Três mil velhotes morreram…

 

© M. Osorio

 - Peregrino -

  2012-02-28

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 20:03
sinto-me: a dizer: E agora...?!!!

06
Fev 12

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:49
sinto-me: que vamos amar o próximo!

06
Jan 11

 

Olhei-te hoje...

 

Passados quase uma vintena de anos

Nessa altura tinhas o rosto sem sulcos

Até hoje deixaste-o sulcar pelas tristezas

Olhei tuas nãos

Nessa altura doces e macias como veludo

Hoje deixaste-as descurar até envelhecerem

Toquei-as ao de leve olhando-te nos olhos

Permitiste-me que nelas tocasse

Entre minhas mãos as aqueci

Fizeste-me um doce sorriso

Em vez dos teus outrora lindos lábios

Beijei ao de leve tuas martirizadas mãos

Que ainda conservam a sua doce macieza

Não te dei a saber nada

Nossos olhos se falaram como dantes o faziam

Senti teu olhar descansar

Pedindo-me tranquilamente para me ausentar

Olhei-te hoje

Que Deus te proteja sempre

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2011-01-06

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 02:57
sinto-me: que fiquei bem feliz...!

14
Dez 10

 

Preocupar certo Amigo certo...

 

Que me conhece há já 58 anos

Parece que virou cena diária

Porque me esqueço sempre

Puro desleixo apenas e mais nada

De levar o telemóvel comigo

Vá para onde for

Fomos sempre despreocupados

Reinadios e estouvados

Acima de tudo e todos

Amigos e Cúmplices inseparáveis

Para o ano ele já faz setenta

E eu os que ele já tem hoje

Já nos vimos em palpos de aranha

No Liceu

No Desporto

Na Guerra

Na Vida

Na saúde

Tudo superámos com alegria e pés ligeiros

Mas hoje sentimo-nos bem mais perto do fim

Olhamo-nos nos olhos interrogativamente

Como que tentando adivinhar

Onde

Quando

Como

Nossos corpos belos e atléticos d'outrora

Foram tomados pela velhice do muito e mau uso

Nossas memórias pregam-nos partidas

Falham de quando em vez

Olha pá

Aquele velho ali sentado foi nosso colega no Liceu

Diz um

Nosso colega no Liceu ... deves estar a delirar

Diz o outro

Grande apagão te está a dar

Diz o primeiro

Então vamos lá perguntar se é ou não quem pensamos

Frente ao Desconhecido

Curiosamente olhando de frente para nós dois

Lá fizemos a tal pergunta sacramental destas ocasiões

N Ã O...!

Respondeu secamente como que correndo connosco...

De sorrisos amarelos regressados aos nossos lugares

Chamamos o garçon para nos servir mais dois uísques

Não só para ajudar a digerir a almoçarada

E já agora porque não o N Ã O do tal Desconhecido

Mas também para nos soltar as línguas

E faze-las contar coisas e loisas daqueles tempos do Liceu

O tal do N Ã O lá partiu rumo à porta

Ainda hoje estamos para saber se seria ou não o tal colega

Nossas memórias pregam-nos partidas

Falham de quando em vez

Nossos estômagos também

Já não digerem como o faziam dantes

Há que comprar pastilhas digestivas para azia quebrar

Olá cá meu Amigão

Não leves a mal esquecer-me do telemóvel

P R O M E T O

De agora em diante levá-lo sempre comigo

Para saber qual dos dois morreu primeiro

A propósito

Quando voltamos ao Torrão

Para uma belíssima Carne de Porco Preto, à Alentejana

Regada com o belo Borba

Como digestivo o nosso Logan

Fica descansado que levarei as pastilhas

E também o meu telemóvel...!!!

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-12-14

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:23
sinto-me: amigo deste amigo Certinho...!

10
Dez 10

 

 

Minguando...

 

A presença da luz do dia vai minguando

Até que o Inverno tenha lugar

Depois será um crescendo diário de luz

Para que este Inverno se torne mais ameno

Este meu velho corpo bem reclama com o frio

Por maior numero de agasalhos que vista

Saio à rua para andar lesto e divertido

Mal piso o passeio exterior encolho-me

Arrepio-me com o vento frio e intenso

Contraio-me todo até sentir mal estar

Respiro fundo e faço meia volta

Re-entro no meu edifício de dez andares

Se desci comodamente de elevador

Subo tranquilamente os degraus imensos

Que me fazem escutar o estranho ranger

Das minhas velhas articulações com artroses

Chego ao meu patamar arfando cansado

Mas de corpo novamente bem quente

Pedindo descanso em roupas mais cómodas

Uma vez equipado para este merecido descanso

Deixo-me afundar nas fofas almofadas

Inclino a cabeço para trás e deixo-me ir

Para um mundo dos que nascem e crescem sãos

Mas agora estão como os dias do Outono

Minguando...

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-12-10

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 06:04
sinto-me: a envelhecer bem feliz...!!!

Março 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO