01
Fev 12

 

Está uma invernia…

 

Está uma invernia

Daquelas de gelar até aos ossos

Dei comigo a congelar

Lembrei-me de meu chá tomar

Fui à janela da cozinha

Olhei lá para fora

Corria um vento frio e seco

Daqueles de nos cortar as veias

Estremeci com dois esticões

Mas logo logo parei

Lembrando-me dos Sem-Abrigo

Maldita hora a deles

Por ali deitados nos cartões

Uns de estomago dorido

Por falta de alimentos

Outros sem vida já

Porque a Fome e o Gélido Frio

Suas Vidas se lembraram de lhes roubar

Olhei para os Céus

De mãos estendidas olhei todas as estrelas

Contei-as uma a uma lembrando-me deles

Qual delas a mais brilhante

Me dizia um adeus até mais ver

 

  M. Osório

- Peregrino –

2012-02-01

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 01:08
sinto-me: triste por quem abrigo não tem

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