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Ago 09

Crónicas da Vida Real do Peregrino

 

À cerca das Amas, as nossas Segundas Mães...

 

Inspirado numa Crónica Diária da Jornalista Laurinda Alves, publicada no Jornal i.
 
Vinte e sete anos passados, minha filhota mais novita, por imperativos logísticos, acabou por ficar numa Ama que, segundo se dizia à boca cheia, era pessoa que amava as crianças.
 
Pelos nossos afazeres, depois de ter entrado para o Infantário Oficial, era a Dª. Maria José, a Ama da nossa filhota, ou a Mãe, como a minha filhota a tratava, que a ía buscar.
 
Depois veio a Escola Primária, ali mesmo pertinho da casa da Zézinha.
 
Depois veio a Secundária, C+S Vasco da Gama da Portela de Sacavém.
 
Bem mais tarde, por volta dos 16 anitos, seguiu para o Porto com a Mãe natural, que havia decidido optar pelo divórcio, porque assim se sentiria bem mais feliz.
 
A Ama desta minha filha sempre me estimou bastante. Olhei-a sempre como se do meu sangue fosse
 
Enquanto esteve por perto, visitava-a para saber de si.
 
Um dia soube que estava bastante adoentada e que tinha seguido para a terra, lá para os lados da Sertã.
 
Estranhei. O genro, pessoa das minhas amizades, particularmente, confidenciou-me que a sogra havia contraído Alzeimer.
 
Fiquei triste, Porque esta senhora era uma Mulher excepcional, trabalhadeira, amava o seu próximo e adoptou a minha filhota como se sua fosse
 
Fiquei revoltado. Afinal quem educou a cem por cento este minha filhota, até entrar para a Faculdade, acabou por ficar inválida!
 
Ah..., Mundo Cão...!!!
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-08-23
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 06:11
sinto-me: Amor de uma Segunda-Mãe...!

Crónicas da Vida Real do Peregrino

 

 

Faça o favor Senhor Doutor...

Inspirado numa entrevista da Jornalista Laurinda Alves, publicada no Jornal i.
Estava à espera desta entrevista porque o entrevistado é uma figura que sempre conheci dos pequenos ecrãs e as suas teorias quiçá conclusões, abriram-me as portas ao pensamento, vezes sem conta, aquilo que outros nunca o foram capazes de o fazer.
Talvez há uns 4 a 5 anos, da parte da manhã, estava sentado na única mesa vaga na zona dos cafés, do antigo Monumental, transformado em Centro comercial polivalente. Eu esperava por ninguém, estava por ali saboreado a minha bica à espera que o tempo passasse.
De repente entrou por ali dentro, simples quiçá aparentemente displicente, aquela descontraída figura do Dr. António Barreto, com um volumoso livro debaixo do braço.
Reparei que procurava uma mesa, um lugar para se sentar.
Educadamente levantei-me e, cordialmente, ofereci-lhe um dos 3 lugares vagos existentes naquela única mesa que estava parcialmente livre.
Já com o café à sua frente atrevi-me: - Sr. Dr., aprecio-o imenso, gosto imenso de o escutar. Importava-se de me falar, por dois minutos, de algo à sua escolha, para que eu fique de Ego em pleno.
Sorriu-se, sem me perguntar pelo assunto, encetou um monólogo educativo sobre um tema da actualidade.
As horas passaram lestas demais.
Nunca mais o esqueci!
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-08-23
 
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 06:08
sinto-me: Tomamos ambos um cafézinho...!

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