05
Dez 09

Confidencio...

 
Meus pensamentos
Feitos de escrita
A quem por aqui passa
A todos vós dia a dia
Que me ouvem lendo-me
Escutando assim em silêncio
Todas as minhas confidências
Feitas das minhas vivências
Minhas confidências
Fazem-te sorrir
Fazem-te chorar
Fazem-te pensar
Fazem-te mudar do rumo errado
Minhas confidências
São grãozinhos de uma areia desértica
Dos desertos trilhados por todos nós
Desertos dos desamores
Desertos das infidelidades
Desertos das Almas abandonadas
Desertos dos Sem-Abrigo d'Afectos
Desertos dos desertos
De todos os nossos desertos
Confidencio-te porque me lês
Ajudas-me porque me deixas escrever
Minha cura está nesta Peregrinação
Caminho certo dos Caminheiros
Renovada a cada confidencia que faço
Confidencio
Meus pensamentos
Feitos de escrita
A quem por aqui passa
A todos vós dia a dia
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-05
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 18:32

Ah como era meu desejo...

 
Ah
Como era meu desejo
Ser um grande Orangotango
Andar de galho em galho
Pulando de alegria
De árvore em árvore
Calmo
Lúcido
Tranquilão
Parando aqui ali acolá
Olhando sem desdém
As macaquices das outras raças
Escutando sem me escandalizar
As suas faladuras
Feitas de guinchos e más criações
Batendo palminhas como os nenés
Quando um dos das outras raças
Dependurado feito fruto seco
Se deixa cair de cabeça
Vrruuummm splash-plof na dureza do chão
Espantando seus coleguinhas
Pondo curiosos seus nenés de peito
 Fazendo chorar de raiva
Seus tratadores
Que mais este lixo têm de varrer
Ah
Como era meu desejo
Ser um grande Orangotango
Olhando sem desdém
As macaquices das outras raças
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-05
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 10:16
sinto-me: Bem feliz!

04
Dez 09

É Natal, é Natal, dling ... dling ... dong ...

 
Se desencantam as nossas Almas
Tangendo Cordas de Lágrimas
Lágrimas das Lágrimas
De todas as nossas Lágrimas
Rejubilam os comerciantes
De Baús d'ouro abarrotar
Insensíveis às nossas Minguas
Delapidando-nos do que nos resta
Até nos levarem ao colectivo cadafalso
Entristecem-se os Pobres
Ficam mais desprotegidas
Os Órfãos de Pais Vivos
Ficam mais Duros de Espírito
Os Sem-Abrigo de Afectos
Os Poetas amarguram-se ainda mais
Seus Versos soam bem melhor
Suas Almas se lhes doem demais
Porque cada letra de toda a letra
Porque cada sílaba de toda a sílaba
Porque cada palavra de toda a palavra
São como adagas trucidantes invisíveis
Penetrando nas nossas mentes
Rasgando-nos as Almas em pedaços
Almas gritantes
Almas outrora transparentes
Hoje Almas sofredoras
Quase Almas deambulantes
Que em translúcidas apenas se tornaram
Deixando apenas passar uma ténue Luz
Mas aquela Luz Divina
Que aos de Fé os salva da Morte Espiritual
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-04
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:04

De negro te voltaste a vestir...

 
De negro puro e duro
Te vejo dia-a-dia
Não trajando as asas de um Corvo
Mas vestindo-te do negro dos Corvos
Choras dia-a-dia
Lágrimas mal fadadas
Lágrimas de um amargor sem fim
Lágrimas em catadupa
Lágrimas caindo em cachoeira
Lágrimas em lençóis já molhados
Lágrimas de uma vida a dois
Lágrimas das lágrimas de tuas lágrimas
Deixa-me segurar
Tuas mãos entre as minhas
Segredar-te palavras de conforto
Dizer-te
Que também acredito na Vida
Naquela Vida existente além de nós
Vida Além das nossas Vidas
Ténue manto imaterial
Que nos reduz às nossas existências
Onde muitas vezes dialogamos
Com quem já saltou esta ténue Fronteira
Para bem longe
Das nossas Vidas se apartou
Mas cá na Terra
Nossas Vidas continuarão exemplares
Não pelo tempo que desejarmos
Mas sim pelo Tempo
Daquele Tempo do Tempo
Do Tempo do nosso Tempo
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-04
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 22:28

01
Dez 09

Lá fora chovia...

 
Mas chovia já de sol aberto
A Mãe Natureza rejubilava
Sua tonalidade mais de avivava
Seu espírito bem entreaberto
Convidava-me ao sonho
Fazia rejubilar o meu Eu
Soltei umas golfadas de ar quente
Directamente na grande vidraça
Uma ligeira película de gotículas
A fez ficar gravável
Sorri-me enternecido
Com um dedo da minha dextra
Fiz sulcos naquele embaciado
Letra a letra desenhei
Amo-te muito
Resguardado num lindo coração
 Lá fora de cada dia que chove
No vidro reaparecem
Aqueles desenhos de amor
Recordações em filigrana
Fazendo-me lembrar
Que também já amei
Que amar teve seus tempos em mim
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2009-12-01
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 00:45

Dezembro 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
12

14
15
16
17

20
21
23
25
26

27
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO