No meu Jardim Público...
Passam todos os seres vivos
Cão e gato sempre à bulha
Policias e ladrões em gincana
Doutores e analfabetos à compita
Qual deles mais Mestrado em insultos
Associações de malfeitores digladiando-se
Casalinhos a namorar nos arbustos
Surpreendidos pelos mirones voyeurs
Pedófilos dando o bote em nenés
Com a morosidade das Leis lá se safam
Pais que abandonam seus filhotes
Para se darem à leveza alcoólica
Pedem ao Papa perdão
Para do calabouço livrarem o coirão
Banqueiros ladrões permanecem impunes
Quem assim roubou na estranja se diverte
Prostitutas andam ansiosas
Que a crise já lhes bateu à porta
Meneiam-se em gestos lânguidos
Para infectar mais um incauto
É assim que vai a vida no meu Jardim Público
Incompleto
Porque Leões Tigres Macacos e Elefantes
Ainda por cá não apareceram
O seu Jardim é bem outro
O tal Jardim Zoológico
Onde já não têm quem deles trate
Nem quem vá às compras por eles
Este meu Jardim Público…
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2010-01-21