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Mar 10

Sábado, por etapas...

 
Depois de uma manhã preguiçosa, passada às compras, numa das grandes superfícies, dos arredores do Porto, deitamos mãos à obra, eu e as minhas filhas, para confeccionar umas belíssimas Tripas à Moda do Porto, bem apaladadas, daquelas que sabem a pouco..., mas bem acompanhadas com Frei João, tinto, evidentemente...!
 
Depois de almoçarmos, devidamente refastelados, cada qual em seu lugar, servimo-nos da Nespresso. Para ter um mínimo sabor a café genuíno, resolvi optar pela cápsula da embalagem negra.
 
Minha filha mais velha estendeu-me um grande balão aquecido. Aspirei os vapores que dele emanavam, rejubilei, porque aquele néctar, era um dos meus preferidos: O Cognac Courvoisier Napoleon...!
 
Tinha o meu neto sentado do meu lado esquerdo, bem aninhado, debaixo do meu braço. Minha filha pediu-nos para darmos um jeito, e sentou-se do meu lado direito e assim ficamos, em trilogia, conversando amenamente.
 
A dada altura, meu netito, perguntou-me se o acompanhava à catequese, para depois assistirmos, ambos, à missa dos jovens. Respondi-lhe de imediato que sim!
 
Minha filha mais nova, e a minha mais velha, não esconderam o ar da sua perplexidade perante esta minha atitude. Mais tarde, sem o garoto ouvir, e ver, desejaram esclarecer se me havia convertido do Agnosticismo ao Cristianismo.
 
Sorri-me, e lembrei-lhes, que o hábito nunca fez um monge e que, como homem decente, respeitador das suas opções religiosas, não estava para desiludir uma criança de 10 anitos, ainda no começo do Catecismo, já com a Primeira Comunhão feita. Ele teria tempo de sobra, vida fora, para se aperceber, por ele mesmo, dos dislates da santa madre igreja e poder optar, em plena liberdade religiosa, sem qualquer influência da parte deste avô, que soube sempre assumir-se, mas nunca ousou ferir susceptibilidades, quer religiosas, quer politicas, da família, dos amigos e de terceiros!
 
Próximo da hora da Catequese, Levamos o rapaz à Igreja. Pelos corredores encontrei um velho amigo de juventude, o Frei Custódio. Com um forte, e fraternal abraço, nos saudamos. Perguntou-me ao que ía. Respondi-lhe que ía acompanhar, aquele meu netito, à sua aula de Catequese.
 
Enquanto decorria esta aula do meu netito, pedi, às minhas filhas, para irmos visitar o Jazigo de Família, onde repousam os restos mortais da sua mãe, minha ex-mulher. De mãos dadas, ladeado por ambas, como sempre fazemos, nesta romagem de singela homenagem, a quem nos encheu os corações de amor e muitíssima alegria, rezamos uma curta mensagem, pela sua benéfica presença, nas nossas vidas!
 
Regressamos de novo ao templo. Finda a Catequese, o meu neto, veio a correr para junto de nós e, em quarteto, ficamos assistir à Missa dos Jovens.
 
A cerimónia não custou a passar, porque aquelas jovens vozitas, plenas de santa inocência, acompanhadas por duas violas, davam uma alegria muito especial aquele momento solene.
 
De regresso a casa, iniciei o meu netito nos rudimentos da programação. Num ápice apreendeu tudo o que lhe ensinei, e já colocou a rodar, no seu computador, um pequeno estudo, de um site pessoal, de internete. Esta juventude, aprende rápido, estas coisas modernas. O conteúdo do site, o número de páginas, ele irá decidir, durante a semana, fazendo um organograma de conteúdos, para depois o racionalizar, e construir aquilo que mais desejar fazer, como página pessoal.
 
Depois de um almoço tão pesado resolvemos fazer um jantar ligeiro. Agora, aqui estou de novo, descrevendo este belíssimo sábado, passado em família, com as duas filhas, genros e netos.
 
Amanhã é domingo. As saudades começam a fazer das suas. Mas há mais umas horas para nos divertirmos, convivermos, em família!
 
A vida não pára, só a morte nos separará de novo!
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2010-03-20
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:00
sinto-me: em Familia...!

Na Invicta, no meu Dia do Pai...

 
Quinta-feira, ao final da tarde, cheguei a Campanhã, ansioso por me reencontrar, mais uma vez, com minhas filhas e meus netinhos.
 
Na véspera, havia sido convidado a passar, com todos eles, este bem-amado Dia de Todos os Pais. Não me fiz rogado. Tratei de comprar, pela internete, uma passagem de ida e volta, num dos comboios da minha preferência, não só pelos horários, mas também pela sua rapidez.
 
O serão de 5ª-feira prolongou-se além daquilo que é habitual. Todos eles desejavam saber novidades, todos eles desejavam dar noticias até que um dos meus netitos, o mais velhito, resolveu convidar-me a dormir no seu quarto. Ele fez questão de dormir no beliche, na cama de cima, e reservou-me a comodidade do seu, menos problemático para que me pudesse levantar mais cedo, quiçá deambular pela casa, durante a noite, como foi sempre meu hábito.
 
Sexta-feira, Dia de todos os Pais, senti-me no Céu com tantos afectos, tantos carinhos, tantos cuidados, tantos mimos, que dei comigo a tomar o pequeno-almoço, sentado tranquilamente, com o meu netito. Tagarelou que deu gosto! Pediu-me que o levasse à escola, ali bem pertinho de casa. Lá fomos os dois, de mãos dadas, conversando como dois grandes companheirões. Fui autorizado a entrar com ele. Fui exibido, como era de esperar, perante o olhar meio desconfiado dos outros nenés, como aquele avô que mora em Lisboa.
 
Ao final da tarde, fui buscá-lo, como combinado e regressámos a casa, meio apressados, para ajudar a preparar a festinha dos pais e do avô.
 
O jantar decorreu em família. Traquinices da miudagem interrompiam as nossas conversas. Mais uma vez, o serão, foi além do habitual...
 
Esta manhã acordei meio estremunhado, sem saber que horas seriam, e com vontade de beber um belo café com leite. Fui até à cozinha e lá preparei esta minha bebida matinal...
 
De chávena morna, entre as duas mãos, beberricava este delicioso café com leite, e olhava, com muita nostalgia, para a chuva que batia nas vidraças das janelas da cozinha.
 
Foi assim que hoje amanheceu no Porto...!
 
Sempre fui avesso à chuva e ao frio, principalmente aquele tipo de friagem muito húmida, que me entra pelas articulações, provocando-me mau estar. Por isso é que me senti nostálgico e com pouca vontade de ficar mais um dia. Mas a minha viagem de regresso já estava estipulada ser no Domingo à noite.
 
Fui até à Internete. Consultei o Tempo. Frio e chuva para Norte. Para as minhas bandas, amanhã, domingo, estará bem mais quente, acima de tudo, com o Rei Sol a brilhar, facto da minha predilecção!
 
Depois de consultar o site do Tempo, resolvi entrar no do JN. Depois foi chamar o Word e toca a escrever estas linhas para vos dizer, daqui do Porto, um olá, meio friorento, atirar para o tristonho da chuva…
 
Olá a todos!
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2010-03-20
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 08:27
sinto-me: de coração pleno de Felicidade

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