Por vezes há que saber parar...
Para outras energias renovar
Sem o desejar tive mesmo que parar
Sentei-me à esquina do Tempo
Sem pressa alguma que ele passasse
Como se estivesse tranquilamente sentado
Nesta solarenga paragem de autocarro
Sob um forte sol de Inverno
Em que as sombras são frias demais
E estar descoberto ao sol desaconselhável
Dei comigo a pensar sem pressas
Tranquilamente e sem solidão
Sinto-me rejuvenescido
Sabe-me bem demais
Porque uma série de pensamentos
Deixaram de existir na minha memória
Ainda estando no Inverno da Mãe Natureza
Sinto-me readquirir a minha Primavera
Há muito esquecida
Por falta de cuidados meus
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2011-02-06

