19
Jan 10

Mas já alguém reparou...

 
Que quem escreve sofre
E é naquilo que escreve
Que estão desmistificados
Todos os seus sofrimentos
Disfarçados em belas imagens
Imagens deslumbrantemente poéticas
Fruto das suas humanas ambições
Para deixarem de sofrer
E se tornarem exemplarmente felizes
Os meus textos mais lidos
Nasceram de punhaladas recebidas
Que me dilaceraram a Alma
Até me arrancarem o coração cansado
Pelas minhas costas
Rasgadas pelas geladas lâminas das Adagas
Habilmente manuseadas por mãos cegas
Mãos de gentes traiçoeiras e impiedosas
Sedentas de me liquidar para sempre
Tanto o meu velho Corpo
Como minha desiludida Alma
E pelo buraco feito com a dolorosa Adaga
Entrarem pelo meu espírito
Para desfazerem impiedosamente
O meu nobre Mar de Afectos
Espezinhando-os um a um
Com escárnio e mal fazer
Afecto a Afecto
Ate se cansarem e morto me julgarem
Mas aquela minha forte velha Fé
Tronco secular da minha Força
Árduamente cultivada por mim
Que me faz reerguer diariamente
Elevar meu Espírito mais alto
Para além dos Céus
A caminho da Luz
Sem nunca me deixar morrer
Para que em cada dia que passa
Minhas provações se tornem menores
Para que a Vitória da Bondade
Seja mais cúmplice comigo
Para que aqueles que me ferirem
Sejam dignos do meu Perdão
 
Marcolino Duarte Osório
- Peregrino -
2010-01-19
publicado por Marcolino Duarte Osorio às 23:57
sinto-me: Feliz por me vencer dia a dia!

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