09
Set 10

Alô ó da Moita...

 

Foi no que deu este casamento

Entre o Moita Flores

E a dona Judiciária

Despediu-se do poeta

Para vestir a sua verdadeira pele

Mostrando-se arauto sanguinário

Tal como os Imperadores

Da Roma antiga

Olhavam as chamas ateadas

Destruirem o belo das suas cidades

Vislumbro

Mas sem perguntar a um Oráculo

Moita Flores inflamado

Numa arena pintalgada de vermelho

Rodeado de toiros feridos de morte

Que de patas dianteiras postas

Ajoelhados nas trazeiras

Lhe suplicam Clemência Máxima

Porque aos Homens

O que é dos Homens

E aos Touros lindos e Negros

As doiradas Lezirias do Ribatejo

Pradarias do Amor em Paz

Para se poderem refugiar em manada

Destes Moitas predadores

Eleitos pela sua comunidade

Para o governo da sua Câmara

E nunca pelos Toiros de Morte

Para à Santa Morte se entregarem

 

Marcolino Duarte Osório

- Peregrino -

2010-09-09

publicado por Marcolino Duarte Osorio às 17:18
sinto-me: triste pela carnificina...!!!
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